Encontrar os meus problemas do passado

Totalmente sem saber o que fazer...

2020.11.26 06:18 LukeMakki77 Totalmente sem saber o que fazer...

Bom, vamos lá
Namorei uma menina por 1 ano e 7 meses, terminamos na sexta-feira da semana passada (contra minha vontade, pois ainda gosto dela). Ela se dizia desgastada da relação após alguns leves desentendimentos entre nós e disse não estar mais interessada em mim. Essas palavras me machuram muito, pois eu sempre gostei muito dela, apesar de todos nossos problemas. Ela tem problemas de saúde, como depressão e ansiedade.
Nosso término ocorreu de forma até pacífica, em uma chamada de voz. Nessa chamada, ficamos longas horas conversando sobre o andamento da relação. Eu me dispus a resolver todos os problemas e tentar de tudo pra manter aquela relação... Mas como dito acima, ela me disse preferir que ambos seguissem seus próprios caminhos e vidas...
Nós sempre fomos muito próximos, nosso relacionamento surgiu através de uma profunda amizade no ensino médio e com o tempo nos apaixonamos. Nossa relação sempre foi muito tranquila, até que começou a pandemia...
Com a pandemia, não pudemos mais nos ver com tanta frequência, nossa solução foi encontrar algo para fazermos juntos a distância (inclusive nisso, descobri uma nova paixão, chamada League of Legends). Nós jogavamos todos os dias.
Porém,sentindo a ausência um do outro, nossa relação foi ficando mais superficial e menos emotiva. A gente se via eventualmente, mas já não era como antes...
Essa questão toda da distância e isolamento de tudo nos gerou diversos problemas, comecei a ter graves crises de ansiedade. Me tornei uma pessoa muito impulsiva. Inclusive, acabava sendo grosso excessivamente com ela, várias vezes, mesmo sem a intenção.
Isso foi desgastando a relação, mas não somente isso.
Ela foi criando novas amizades no jogo e já não passava mais aquele tempo todo longe de mim comigo. Ela, como já dito, tem problemas de ansiedade e depressão também.
Somando tudo isso, chegamos a uma situação onde a relação estava bem sobrecarregada.
Eu decidi procurar ajuda profissional e tem sido maravilhoso!
Todavia, os problemas do lado dela ainda não se resolviam e isso foi pesando, até que chegou sexta feira e terminamos o namoro (a pedido dela).
Passaram-se já alguns dias, busquei me manter bem ativo, mudei os móveis da minha casa de lugar, procurei trabalhos e cursos pra fazer e me aproximei de amigos do passado que me afastei. (Inclusive, me aproximei de uma amiga a qual já fui bastante apaixonado no ensino médio, antes da minha ex-namorada). Conversei com tudo isso sobre minha psicóloga e ela me deu total apoio e me disse estar lidando de forma bastante correta nessa situação, apesar de toda essa dor que eu sinto por dentro, afinal, ainda gosto dela.
Quarta-feira dia 25, minha ex pede urgentemente para que conversemos.
Decidi que não havia problemas e combinamos de eu ir amanhã na casa dela para buscar coisas minhas que estão lá, porém ela se sentiu incomodada, apesar de aceitar isso.
Todavia, ela pediu pra conversarmos no momento imediato via chamada. Eu aceito sem problemas.
Ela me liga chorando, dizendo que se arrependeu de tudo que me disse, que era mentira, que ela gosta sim e mim e me quer de volta. Ainda nas palavras dela "eu quero que tu cuide de mim".
Eu fiquei sem reação, eu prefiri optar por passar confiança a ela do que dar uma falsa esperança de que voltaríamos... Vou explicar:
Ela cogitou suicídio com toda essa situação...
Eu resolvi passar confiança pra ela em si mesma (o que eu tenho feito comigo)
Eu dei todas as qualidades dela, relembrei bons momentos da nossa relação e fiz com que ela se sentisse especial. Mesmo assim, não disse que ficaria com ela.
Eu admiti pra ela, estou com saudades, eu quero poder dizer que quero ficar com ela.
Mas ela magoou muito meus sentimentos e me machucou muito a forma como ela lidou inicialmente com isso.
Mas eu ainda gosto dela...
Só que eu tenho receio, ela pode estar pedindo por mim agora, mas na verdade ela só uma companhia pro momento difícil, e não por realmente me amar...
Eu aconselhei ela a buscar tratamento com um profissional e ela vai, além do mais, dei conselhos a ela sobre como ela pode superar essa "escuridão" toda que tem passado.
Eu do fundo do meu coração, desejo toda a felicidade e sucesso do mundo pra ela, mas não sei se eu sou o cara capaz disso, e com certeza eu não quero namora-la por pena.
Eu quero namorada por saber que eu a amo e ELA ELA AMA A MIM.
Mas como a saúde mental dela tá instável, não acredito que ela seja capaz de definir um sentimento por mim...
Amanhã vou na casa dela para buscar minhas coisas e ajudar ela em serviços na casa (só pra dar um ânimo)
Mas eu tenho medo de recair, estou indeciso
Eu a amo, mas não sei se devo amar
Não sei se eu realmente devo me sujeitar a esse relacionamento assim.
Estou sem saber o que fazer.
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2020.11.24 17:17 gaofeizinho Eu não consigo me livrar do meu passado e estou ficando cada vez mais sozinho

Meus dois últimos relacionamentos foram as piores experiências da minha vida, em ambos eu fui traído e acabei igual um otário kkk mas vamos por partes
Em 2018 conheci uma garota muito legal, eu tinha acabado de me mudar pra São Paulo e estava encarando os horrores de uma nova escola e ela me apresentou muitos amigos e me ajudou a encontrar um lugar e não ficar me sentindo solitário na escola, nosso relacionamento era bom, mas ambos tínhamos alguns problemas pessoas e a família dela realmente me odiava, mas como bons adolescentes idiotas pensamos que iamos conseguir continuar e tentamos, bem pelo menos eu... Depois de meses de namoro comecei a desconfiar, eu tinha um "melhor amigo" e ele era muito próximo de nós dois, mas eu tbm conhecia a namorada dele então achei de boa(Grande erro) meus outros amigos me avisaram mas eu tava com medo de ser verdade então tentei negar, em fim, aconteceu guys.
Numa festa eles dois ficaram juntos, e eu vi então não tinha mais como negar, naquele momento todas as vezes que ela tinha me dito que era pra eu confiar nela passaram pela minha cabeça e eu percebi o quanto fui otário.
Uma amiga minha próxima se suicidou e eu sofri muito com isso, mas não tinja ninguém com quem conversar então sempre guardei isso pra mim. Por muito tempo me senti sozinho e não busquei mais amizades duradouras ou bons relacionamentos.
Aconteceu praticamente a mesma coisa no outro namoro, mas ela pelo menos terminou antes de eu poder ter certeza de algo kkkk mas uma semana depois tava namorando então fds
Já conheci inúmeras pessoas incríveis mas não consigo começar uma relação saudável porque eu não consigo confiar em ninguém, muitas pessoas se afastaram e fiquei me sentindo sozinho...MAS conheci alguns amigos bons e em particular a Gabi, que é minha melhor amiga, ela me ajudou muito e sempre ficou do meu lado, nunca conheci alguém que me confortasse tanto e me desse tanta paz, a gente joga junto, assisti filmes, séries, animes e conversamos sobre os livros que lemos. É alguém que me faz bem e que me salvou nessa quarenta, porque viver com minha família não é um bom ambiente pra me abrir.
Mas infelizmente acho que acabei me apaixonando por ela, eu acho que o problema sou eu e eu só sou um cara carente e patético... eu não consigo dizer pra ela oq sinto porque tenho medo de ser rejeitado e também medo de passar por tudo aquilo de novo, eu não consigo mais conversar com a gabi e acabei me afastando por causa do medo, e isso tem me torturado ao longo dos dias, lembrar do passado e do medo de estar sozinho dnv me mata por dentro e eu acho que não vou conseguir seguir em frente.
Eu praticamente desisti e acho que já estraguei tudo com ela, pode não ter mais volta e eu não quero dizer isso pra ela porque acho patético eu estar assim por algo do passado e sendo que é com certeza algo não recíproco. Enfim, talvez eu deva desistir pra não piorar as coisas
Enfim, se leu até aqui obrigado, acho que eu precisava falar isso mesmo que tenha saído tudo desconexo, mas ainda não sei oq fazer kkk
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2020.11.16 09:23 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 5.2: Ética de Trabalho]

Olá amigos!
Hoje vamos falar do que achei interessante na ética de trabalho que encontrei por aqui.
O aviso do costume: a minha perspectiva da ética de trabalho Inglesa é colorida pela relativa peculiaridade da minha experiência: trabalhei a maior parte da minha carreira em equipas muito pequenas e extremamente especializadas, e passei para um "cushy corporate job" numa multinacional gigantesca. Muitas das diferenças que encontro devem-se provavelmente apenas a isto, i.e. se me mudasse para uma multinacional em Portugal notaria algumas das mesmas diferenças. Eu consigo discernir alguns destes casos, mas não prometo que os encontre a todos.

TL;DR

O tempo livre é sagrado

Em todas as minhas posições em Portugal acabei sempre por configurar o e-mail do trabalho no telemóvel. Dava uma olhada à noite e outra de manhã, mas geralmente evitava andar por lá fora de horas a não ser que houvesse alguma emergência. Obviamente, isso levou-me a ser rotulado de "baldas" que nunca prestava atenção. Na empresa onde trabalho agora é proibido configurar o e-mail da empresa em qualquer dispositivo pessoal. Obviamente, o objectivo da medida é proteger propriedade intelectual e não o tempo livre dos trabalhadores, mas o mero facto de ser regra diz muito acerca da ética de trabalho daqui: enquanto estás a trabalhar, estás a trabalhar; quando sais, saíste.
Isto vai naturalmente variar mais ou menos radicalmente de empresa para empresa, mas no meu caso e nos que me rodeiam (e no local onde vivo em geral) nota-se que o tempo livre e o "family time" são algo que é levado muito muito a sério e geralmente respeitado por todos. As lojas fecham relativamente cedo, geralmente trabalham-se menos horas, e há quase uma espécie de "drive" cultural para se aproveitar bem o tempo livre com hobbies, tempo de família ou actividades ao ar livre. Sim, por estranho que pareça e apesar de o tempo aqui ser uma valente merda 80% do tempo, há sempre pessoas nas ruas e nos jardins a disfrutar deles. Sentar na relva a descansar ou a comer, que em Portugal é geralmente mal visto, aqui é comum.
Em termos de qualidade de vida, esta é uma das mais esmagadoras diferenças que sinto em relação ao meu tempo em Portugal: trabalho no total menos tempo e tenho bastante mais tempo livre. Isto liberta-me tempo para os meus hobbies (viz. escrever estas paredes de texto), para falar com a família e, em geral, para descansar. Ainda no outro dia comentava com a Maria que os meus níveis de stress nunca estiveram tão baixos, apesar de agora estar longe da família. Honestamente não noto diferença na produtividade. Na realidade, na maior parte dos dias até me sinto produtivo porque sei que não tenho que fazer tempo, que o dia tem fim à vista assim que acabar tudo o que preciso de ter feito naquele dia.
Naturalmente isto não é tanto uma característica inglesa como é algo que oiço consistentemente de outras pessoas que trabalham fora de Portugal. Parece que nós temos uma queda qualquer para trabalhar horas a mais com produtividade a menos.

Títulos e formalidades

O primeiro impacto que tive quando aqui cheguei foi o talento cru dos meus colegas. Eu venho, lá está, de ambientes de trabalho pequenos, em que eu sou especialista de alguma coisa e questionado menos vezes do que devia; se não houver ninguém com conhecimentos equiparados, é muito fácil levarmos a nossa avante. Isto levava-me a conseguir fazer aprovar ideias que, bem vistas as coisas, são uma boa merda! A discussão entre colegas é extremamente importante, e era uma das coisas que eu procurava com a mudança. Aqui, os meus colegas são extremamente talentosos e competentes, a um nível que nunca tinha visto antes. Isto eleva o meu próprio nível e leva-me a procurar ser melhor, o que honestamente acho muito saudável.
Isto contrasta com outra diferença muito clara em relação à atitude geral em Portugal, principalmente no que toca à academia, que é a formalidade com que se tratam os colegas. Eu trato os meus colegas pelo nome deles, e eles pelo meu. Uns temos PhDs, outros têm só MScs, outros até ainda estão a estudar. Cada qual vale pelo que consegue fazer e pela sua contribuição, e não pelos penachos que traz do passado. Obviamente que há uma hierarquia, obviamente que eu enquanto sénior tenho responsabilidades diferentes dos estagiários e dos managers e dos execs. Mas há uma atitude de derrubar barreiras, de informalizar a comunicação e de agilizar a colaboração que, honestamente, é refrescante.
Um exemplo prático: na universidade onde estudei havia uma senhora da limpeza que estava sempre a limpar o meu laboratório quando eu lá chegava de manhã. Eu aparecia e dizia "bom dia dona Gertrudes (nome fictício), como é que isso vai?" e ela invariavelmente respondia com "vai bem, e o senhor doutor?" Ora eu nesta altura ainda não tinha o PhD sequer (e que tivesse) dizia-lhe sempre "não é senhor doutor, é UninformedImmigrant", e ela recusava-se sempre; parecia que lhe era completamente estrangeiro chamar-me pelo meu nome. Esta atitude infiltra-se por toda a instituição, desde a senhora da limpeza até ao Magnífico Reitor. Há barreiras à comunicação e uma atitude condescendente para com os que compõem os estratos hierárquicos mais abaixo, o que só prejudica o funcionamento da instituição. A hierarquia tem que existir, certo, e cada um tem o seu papel na organização. Mas as camadas têm que conversar entre si e que se entre-influenciar para facilitar os processos naturais da operação.
Isso está completamente patente na empresa onde trabalho. Eu tenho a possibilidade de interagir directamente, informalmente, com pessoas 3, 4 níveis acima de mim na hierarquia e de ver as minhas preocupações, ideias e opiniões levadas a sério. Do mesmo modo, peço feedback aos estagiários acerca de trabalho técnico que até poderia estar fora da esfera deles; mas a opinião ingénua tem muito valor também. Conseguem sinceramente imaginar um professor catedrático a pedir uma opinião honesta a um aluno de licenciatura? A mim custa-me.

O valor da retrospectiva e do processo

Quem se formou em áreas técnicas (engenharias e afins) provavelmente teve uma cadeira de qualidade lá pelo meio e achou aquilo uma valente merda. Source: sou formado numa dessas áreas, tive uma cadeira de qualidade lá pelo meio e achei aquilo uma valente merda.
Quando se chega ao mercado profissional num meio pequeno, na academia ou em start-ups, a qualidade vai janela fora. "Como assim queres passar 2 semanas a afinar isso? Fazes em 2 dias, e se der segue para a próxima." A qualidade do trabalho fica inerentemente limitada pela extrema escassez de recursos. As coisas aparecem feitas com qualidade "suficiente", mas nunca se olha para trás, nunca se aprende com os erros e, acima de tudo, nunca há aquele orgulho de "epa esta merda tá incrível", apenas um conformismo com o "foi o melhor que consegui fazer em 2 dias".
Obviamente que o tempo é um recurso, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Uma ferramenta particularmente interessante é a da retrospectiva. De vez em quando, um tipo pára o que está a fazer, idealmente em momentos de natural cadência no trabalho, olha para trás e pergunta "então esta merda que eu ando aqui a fazer, podia ser melhor?" De notar que a pergunta nunca é "isto está bom?" mas sim "o que é que posso melhorar?" O foco não é em avaliar o que foi feito, mas sim em encontrar aspectos que ainda podem ser melhorados, independentemente do sucesso (ou não) anterior. Ora isto foi uma mudança radical para mim, e noto que só por si tem um impacto muito positivo na qualidade e modo de entrega do trabalho. E é extremamente fácil de aplicar e muitas áreas diferentes!
Trabalhar numa equipa maior significa, naturalmente, uma maior carga administrativa e burocrática no trabalho. É simplesmente o preço que temos que pagar pelo trabalho em equipa; por exemplo, os meus colegas têm que ser capazes de pegar no meu trabalho se eu for de férias, logo tem que existir um registo mais ou menos cuidado do que é que estou a fazer e porquê. Eu já sou organizado por natureza, mantenho logbooks, calendários e notas, mas nunca o tinha feito de uma forma colaborativa, nem tinha compreendido o poder dessas ferramentas quando aplicadas para a coordenação estreita de uma equipa.
O tal "processo", a metodologia através da qual organizamos o nosso trabalho individual e em equipa, é a ferramenta que engloba tudo isto e muito mais. É um conjunto de regras que vamos afinando ao longo do tempo, que sabemos que têm um preço em termos de tempo, i.e. que demoram tempo todos os dias a seguir, mas que no cômputo geral da operação nos permitem ser mais eficientes. Eu sinto que falta de processo e de formalidade úteis era das maiores falhas no meu trabalho em Portugal. Claro que na Universidade havia processos administrativos para tudo, mas esses são lentos e inúteis, e no trabalho técnico havia processo a menos (às vezes até por contraste).

A iniciativa enquanto motor de mudança

Quando se trabalha numa equipa giganórmica, há muita adaptabilidade à capacidade de entrega de cada um. Os objectivos são estabelecidos a um nível não-individual, e cada indivíduo entrega como consegue. Obviamente que isto tem consequências a nível de reconhecimento, salários e promoções; por outro lado, uma pessoa não é necessariamente mal vista ou até despedida porque tem uma entrega inferior, menos volumosa ou que requer mais atenção. Simplesmente é um indivíduo diferente com uma contribuição diferente. Ressalvamos, obviamente, os casos extremos.
Há muito tempo intersticial. Quanto mais interacção se requer entre indivíduos ou equipas, mais tempo se "perde" a esperar respostas ou desbloqueios. É simplesmente essa a natureza do animal: ninguém responde instantaneamente, e é impossível prever todos os bloqueios a priori.
Há, portanto, um espectro de "empenho" no qual nos podemos voluntariamente colocar. Eu, por exemplo, faço questão de andar na crista: entregar melhor, mais depressa, com mais visibilidade. Quero ter reconhecimento de todas as partes e ser visto como um profissional de topo. Por outro lado, colegas meus claramente não têm essa ambição; são bons profissionais, sólidos no seu trabalho, mas têm filhos e casas para pagar e mulheres para aturar e já não são novos para correr atrás de certas merdas.
Portanto tomar a iniciativa de nos darmos a certos trabalhos é um factor muito mais relevante do que esperava. Como não tenho todo o tempo ocupado a 100%, posso dar-me ao luxo de fazer pesquisa, de chatear colegas com problemas que para mim são novos, de esmiuçar o processo e encontrar novas formas de resolver certos problemas, e por aí fora. Este tipo de atitude é bem-vinda, e tende a levar a mudanças substanciais. Naturalmente, os autores deste tipo de trabalho são recompensados. Isto leva a um sistema interessante de "build your own job" em que sou livre de seguir mini-projectos de paixão pessoal dentro da empresa, tentando moldar as coisas mais à minha imagem e contribuindo com a experiência que trago para melhorar as condições de todos. É uma boa sensação ver que este tipo de coisa é apreciada e vista positivamente.

Conclusão

Até agora dou a experiência por muito bem sucedida, e considero que aprendi muito. Consegui libertar-me de algumas ideias que trazia fixas (demais) e fazer-me valer de alguns valores que já tinha pensado e interiorizado antes de me mudar. Vamos ver se continua a resultar!
Abraços!
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2020.11.15 17:53 migueucardouso Como é possível? Já passou mais um dia!

Dei o longo dia de trabalho por terminado. Foram quatro horas dedicadas, com uma atenção imensa destinada a reter, compreender e a interpretar as informações lançadas pelos professores e/ou livros. Por qualquer motivo que ainda me escapa, continuo a não perceber o que diziam, ou o que estava escrito. Não há nada com que me preocupar! Tempo não me falta para voltar a assimilar devidamente a matéria, lendo os apontamentos, realizando exercícios, esboçando resumos e no fim de tudo isto, ainda conseguirei divertir-me, fazendo o que mais gosto.
São vinte e quatro as horas disponíveis para que se consiga fazer a diferença neste nosso Planeta Terra, (Sendo cientificamente rigoroso, são vinte e três horas, cinquenta e seis minutos e quatros segundos, consequência do movimentos de rotação. Os três vírgula noventa e quatro minutos que sobram são consequência do movimento de translação da mesma), para abraçar uma nova causa, para finalizar uma tarefa pendente, para buscar conhecimento, para estabelecer relações, para estabelecer objetivos, cumprir outros, enfim, são tantas as hipóteses!
Ora bem, o que comecei por fazer? Traduzir as vinte e quatro horas, primeiro, em minutos, em seguida, em segundos. Vinte e quatro horas são mil quatrocentos e quarenta minutos! Vinte e quatro horas são oitenta e seis mil e quatrocentos segundos! Que imensidão temporal!
Qual foi o próximo passo? Obviamente, optei por uma pausinha. O processo anteriormente descrito tirou-me todas as energias. Deparei-me com dificuldades que não estava nada à espera! Fazer regras de “três simples” e contas de multiplicar à mão já não é para mim.
Depois de uma hora de zapping pelos canais televisivos, desejando encontrar um onde o conteúdo merecesse realmente ser levado em consideração, cheguei a uma breve conclusão: o pacote máximo da operadora é inútil!
A fome por ação televisiva transmitiu-se ao estômago, que roncava ansioso por convidados. Ativei os meus dotes culinários, de forma a preparar uma refeição simplória, para evitar aromas torrados, ou uma cozinha chamuscada. A simplicidade acaba sempre por ser a chave para o sucesso! Estava tão bom que acabei por repousar mais três horas! Tive que deixar o estômago concluir os seus afazeres! Uma digestão bem-feita é meio caminho andado para andar bem-disposto!
Alcançadas as quinze horas, a vontade para fazer algo começava a demonstrar a sua presença, porém, algo mais importante surgiu. A tela do telemóvel ganhou vida. Uma notificação avisava que um streamer (pessoa que transmite algum conteúdo em direto) tinha começado a transmitir ao vivo um novo jogo que fora lançado, precisamente, naquele dia. Uma nova inquietação apoderou-se de mim: Estudar ou vê-lo? A escolha foi óbvia. A matéria a que ia entregar a minha concentração já havia sido lecionada nos anos anteriores, iria só fazer uma simples revisão. Agora, o jogo… O jogo era novíssimo em folha! Naturalmente, tive que ir assisti-lo, de forma a fazer uma avaliação dos seus gráficos e história, para considerar se mereceria a pena também eu comprá-lo.
Quando a stream terminou, eram já dezanove horas e trinta minutos. O tempo voara! Ora bem, o que tinha a fazer a seguir? Ah! O passo a tomar era apenas um! Partir para o jantar!
Mais duas horas fugiram quando me sentei finalmente à secretária. Retirei, vagarosamente, o estojo, os cadernos e os manuais das disciplinas da mochila. Estendi-os à luz solar proveniente do candeeiro e lancei-lhes um olhar. Por onde começaria? Optei, primeiro, pelas tarefas de matemática. Pouco entendia, mas não havia mal! Tinha todas as condições para me concentrar, de maneira a interpretar e compreender. Só não fazia conta com uma coisa. O calor começou a embalar-me na cadeira. Bocejava… Bocejava… Bocejava… Cheguei à conclusão que não valia a pena. Não conseguiria estar em plenas capacidades, de modo que deveria ir para a cama.
Quando me aninhei na almofada, assombrou-me uma nova realização. Em mil quatrocentos e quarenta minutos, não fiz uma única coisa produtiva. Porém, consegui apaziguar-me. Um dia não é todos os dias. O grande problema é que os oitenta e seis mil e quatrocentos segundos que cada dia me oferece costumam ser sempre passados em vão.
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2020.11.15 17:52 migueucardouso Como é possível? Já passou mais um dia!

Dei o longo dia de trabalho por terminado. Foram quatro horas dedicadas, com uma atenção imensa destinada a reter, compreender e a interpretar as informações lançadas pelos professores e/ou livros. Por qualquer motivo que ainda me escapa, continuo a não perceber o que diziam, ou o que estava escrito. Não há nada com que me preocupar! Tempo não me falta para voltar a assimilar devidamente a matéria, lendo os apontamentos, realizando exercícios, esboçando resumos e no fim de tudo isto, ainda conseguirei divertir-me, fazendo o que mais gosto.
São vinte e quatro as horas disponíveis para que se consiga fazer a diferença neste nosso Planeta Terra, (Sendo cientificamente rigoroso, são vinte e três horas, cinquenta e seis minutos e quatros segundos, consequência do movimentos de rotação. Os três vírgula noventa e quatro minutos que sobram são consequência do movimento de translação da mesma), para abraçar uma nova causa, para finalizar uma tarefa pendente, para buscar conhecimento, para estabelecer relações, para estabelecer objetivos, cumprir outros, enfim, são tantas as hipóteses!
Ora bem, o que comecei por fazer? Traduzir as vinte e quatro horas, primeiro, em minutos, em seguida, em segundos. Vinte e quatro horas são mil quatrocentos e quarenta minutos! Vinte e quatro horas são oitenta e seis mil e quatrocentos segundos! Que imensidão temporal!
Qual foi o próximo passo? Obviamente, optei por uma pausinha. O processo anteriormente descrito tirou-me todas as energias. Deparei-me com dificuldades que não estava nada à espera! Fazer regras de “três simples” e contas de multiplicar à mão já não é para mim.
Depois de uma hora de zapping pelos canais televisivos, desejando encontrar um onde o conteúdo merecesse realmente ser levado em consideração, cheguei a uma breve conclusão: o pacote máximo da operadora é inútil!
A fome por ação televisiva transmitiu-se ao estômago, que roncava ansioso por convidados. Ativei os meus dotes culinários, de forma a preparar uma refeição simplória, para evitar aromas torrados, ou uma cozinha chamuscada. A simplicidade acaba sempre por ser a chave para o sucesso! Estava tão bom que acabei por repousar mais três horas! Tive que deixar o estômago concluir os seus afazeres! Uma digestão bem-feita é meio caminho andado para andar bem-disposto!
Alcançadas as quinze horas, a vontade para fazer algo começava a demonstrar a sua presença, porém, algo mais importante surgiu. A tela do telemóvel ganhou vida. Uma notificação avisava que um streamer (pessoa que transmite algum conteúdo em direto) tinha começado a transmitir ao vivo um novo jogo que fora lançado, precisamente, naquele dia. Uma nova inquietação apoderou-se de mim: Estudar ou vê-lo? A escolha foi óbvia. A matéria a que ia entregar a minha concentração já havia sido lecionada nos anos anteriores, iria só fazer uma simples revisão. Agora, o jogo… O jogo era novíssimo em folha! Naturalmente, tive que ir assisti-lo, de forma a fazer uma avaliação dos seus gráficos e história, para considerar se mereceria a pena também eu comprá-lo.
Quando a stream terminou, eram já dezanove horas e trinta minutos. O tempo voara! Ora bem, o que tinha a fazer a seguir? Ah! O passo a tomar era apenas um! Partir para o jantar!
Mais duas horas fugiram quando me sentei finalmente à secretária. Retirei, vagarosamente, o estojo, os cadernos e os manuais das disciplinas da mochila. Estendi-os à luz solar proveniente do candeeiro e lancei-lhes um olhar. Por onde começaria? Optei, primeiro, pelas tarefas de matemática. Pouco entendia, mas não havia mal! Tinha todas as condições para me concentrar, de maneira a interpretar e compreender. Só não fazia conta com uma coisa. O calor começou a embalar-me na cadeira. Bocejava… Bocejava… Bocejava… Cheguei à conclusão que não valia a pena. Não conseguiria estar em plenas capacidades, de modo que deveria ir para a cama.
Quando me aninhei na almofada, assombrou-me uma nova realização. Em mil quatrocentos e quarenta minutos, não fiz uma única coisa produtiva. Porém, consegui apaziguar-me. Um dia não é todos os dias. O grande problema é que os oitenta e seis mil e quatrocentos segundos que cada dia me oferece costumam ser sempre passados em vão.
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2020.11.15 17:51 migueucardouso Como é possível? Já passou mais um dia!

Dei o longo dia de trabalho por terminado. Foram quatro horas dedicadas, com uma atenção imensa destinada a reter, compreender e a interpretar as informações lançadas pelos professores e/ou livros. Por qualquer motivo que ainda me escapa, continuo a não perceber o que diziam, ou o que estava escrito. Não há nada com que me preocupar! Tempo não me falta para voltar a assimilar devidamente a matéria, lendo os apontamentos, realizando exercícios, esboçando resumos e no fim de tudo isto, ainda conseguirei divertir-me, fazendo o que mais gosto.
São vinte e quatro as horas disponíveis para que se consiga fazer a diferença neste nosso Planeta Terra, (Sendo cientificamente rigoroso, são vinte e três horas, cinquenta e seis minutos e quatros segundos, consequência do movimentos de rotação. Os três vírgula noventa e quatro minutos que sobram são consequência do movimento de translação da mesma), para abraçar uma nova causa, para finalizar uma tarefa pendente, para buscar conhecimento, para estabelecer relações, para estabelecer objetivos, cumprir outros, enfim, são tantas as hipóteses!
Ora bem, o que comecei por fazer? Traduzir as vinte e quatro horas, primeiro, em minutos, em seguida, em segundos. Vinte e quatro horas são mil quatrocentos e quarenta minutos! Vinte e quatro horas são oitenta e seis mil e quatrocentos segundos! Que imensidão temporal!
Qual foi o próximo passo? Obviamente, optei por uma pausinha. O processo anteriormente descrito tirou-me todas as energias. Deparei-me com dificuldades que não estava nada à espera! Fazer regras de “três simples” e contas de multiplicar à mão já não é para mim.
Depois de uma hora de zapping pelos canais televisivos, desejando encontrar um onde o conteúdo merecesse realmente ser levado em consideração, cheguei a uma breve conclusão: o pacote máximo da operadora é inútil!
A fome por ação televisiva transmitiu-se ao estômago, que roncava ansioso por convidados. Ativei os meus dotes culinários, de forma a preparar uma refeição simplória, para evitar aromas torrados, ou uma cozinha chamuscada. A simplicidade acaba sempre por ser a chave para o sucesso! Estava tão bom que acabei por repousar mais três horas! Tive que deixar o estômago concluir os seus afazeres! Uma digestão bem-feita é meio caminho andado para andar bem-disposto!
Alcançadas as quinze horas, a vontade para fazer algo começava a demonstrar a sua presença, porém, algo mais importante surgiu. A tela do telemóvel ganhou vida. Uma notificação avisava que um streamer (pessoa que transmite algum conteúdo em direto) tinha começado a transmitir ao vivo um novo jogo que fora lançado, precisamente, naquele dia. Uma nova inquietação apoderou-se de mim: Estudar ou vê-lo? A escolha foi óbvia. A matéria a que ia entregar a minha concentração já havia sido lecionada nos anos anteriores, iria só fazer uma simples revisão. Agora, o jogo… O jogo era novíssimo em folha! Naturalmente, tive que ir assisti-lo, de forma a fazer uma avaliação dos seus gráficos e história, para considerar se mereceria a pena também eu comprá-lo.
Quando a stream terminou, eram já dezanove horas e trinta minutos. O tempo voara! Ora bem, o que tinha a fazer a seguir? Ah! O passo a tomar era apenas um! Partir para o jantar!
Mais duas horas fugiram quando me sentei finalmente à secretária. Retirei, vagarosamente, o estojo, os cadernos e os manuais das disciplinas da mochila. Estendi-os à luz solar proveniente do candeeiro e lancei-lhes um olhar. Por onde começaria? Optei, primeiro, pelas tarefas de matemática. Pouco entendia, mas não havia mal! Tinha todas as condições para me concentrar, de maneira a interpretar e compreender. Só não fazia conta com uma coisa. O calor começou a embalar-me na cadeira. Bocejava… Bocejava… Bocejava… Cheguei à conclusão que não valia a pena. Não conseguiria estar em plenas capacidades, de modo que deveria ir para a cama.
Quando me aninhei na almofada, assombrou-me uma nova realização. Em mil quatrocentos e quarenta minutos, não fiz uma única coisa produtiva. Porém, consegui apaziguar-me. Um dia não é todos os dias. O grande problema é que os oitenta e seis mil e quatrocentos segundos que cada dia me oferece costumam ser sempre passados em vão.
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2020.11.15 17:51 migueucardouso Como é possível? Já passou mais um dia!

Dei o longo dia de trabalho por terminado. Foram quatro horas dedicadas, com uma atenção imensa destinada a reter, compreender e a interpretar as informações lançadas pelos professores e/ou livros. Por qualquer motivo que ainda me escapa, continuo a não perceber o que diziam, ou o que estava escrito. Não há nada com que me preocupar! Tempo não me falta para voltar a assimilar devidamente a matéria, lendo os apontamentos, realizando exercícios, esboçando resumos e no fim de tudo isto, ainda conseguirei divertir-me, fazendo o que mais gosto.
São vinte e quatro as horas disponíveis para que se consiga fazer a diferença neste nosso Planeta Terra, (Sendo cientificamente rigoroso, são vinte e três horas, cinquenta e seis minutos e quatros segundos, consequência do movimentos de rotação. Os três vírgula noventa e quatro minutos que sobram são consequência do movimento de translação da mesma), para abraçar uma nova causa, para finalizar uma tarefa pendente, para buscar conhecimento, para estabelecer relações, para estabelecer objetivos, cumprir outros, enfim, são tantas as hipóteses!
Ora bem, o que comecei por fazer? Traduzir as vinte e quatro horas, primeiro, em minutos, em seguida, em segundos. Vinte e quatro horas são mil quatrocentos e quarenta minutos! Vinte e quatro horas são oitenta e seis mil e quatrocentos segundos! Que imensidão temporal!
Qual foi o próximo passo? Obviamente, optei por uma pausinha. O processo anteriormente descrito tirou-me todas as energias. Deparei-me com dificuldades que não estava nada à espera! Fazer regras de “três simples” e contas de multiplicar à mão já não é para mim.
Depois de uma hora de zapping pelos canais televisivos, desejando encontrar um onde o conteúdo merecesse realmente ser levado em consideração, cheguei a uma breve conclusão: o pacote máximo da operadora é inútil!
A fome por ação televisiva transmitiu-se ao estômago, que roncava ansioso por convidados. Ativei os meus dotes culinários, de forma a preparar uma refeição simplória, para evitar aromas torrados, ou uma cozinha chamuscada. A simplicidade acaba sempre por ser a chave para o sucesso! Estava tão bom que acabei por repousar mais três horas! Tive que deixar o estômago concluir os seus afazeres! Uma digestão bem-feita é meio caminho andado para andar bem-disposto!
Alcançadas as quinze horas, a vontade para fazer algo começava a demonstrar a sua presença, porém, algo mais importante surgiu. A tela do telemóvel ganhou vida. Uma notificação avisava que um streamer (pessoa que transmite algum conteúdo em direto) tinha começado a transmitir ao vivo um novo jogo que fora lançado, precisamente, naquele dia. Uma nova inquietação apoderou-se de mim: Estudar ou vê-lo? A escolha foi óbvia. A matéria a que ia entregar a minha concentração já havia sido lecionada nos anos anteriores, iria só fazer uma simples revisão. Agora, o jogo… O jogo era novíssimo em folha! Naturalmente, tive que ir assisti-lo, de forma a fazer uma avaliação dos seus gráficos e história, para considerar se mereceria a pena também eu comprá-lo.
Quando a stream terminou, eram já dezanove horas e trinta minutos. O tempo voara! Ora bem, o que tinha a fazer a seguir? Ah! O passo a tomar era apenas um! Partir para o jantar!
Mais duas horas fugiram quando me sentei finalmente à secretária. Retirei, vagarosamente, o estojo, os cadernos e os manuais das disciplinas da mochila. Estendi-os à luz solar proveniente do candeeiro e lancei-lhes um olhar. Por onde começaria? Optei, primeiro, pelas tarefas de matemática. Pouco entendia, mas não havia mal! Tinha todas as condições para me concentrar, de maneira a interpretar e compreender. Só não fazia conta com uma coisa. O calor começou a embalar-me na cadeira. Bocejava… Bocejava… Bocejava… Cheguei à conclusão que não valia a pena. Não conseguiria estar em plenas capacidades, de modo que deveria ir para a cama.
Quando me aninhei na almofada, assombrou-me uma nova realização. Em mil quatrocentos e quarenta minutos, não fiz uma única coisa produtiva. Porém, consegui apaziguar-me. Um dia não é todos os dias. O grande problema é que os oitenta e seis mil e quatrocentos segundos que cada dia me oferece costumam ser sempre passados em vão.
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2020.11.08 04:19 DavidDBurkhart Perdido sem saber oque faço.

Bom, não sei muito bem por onde começar, mas sei que eu preciso desabafar, sempre tive a vontade de ir a um psicologo mas sempre tive alguns problemas com isso, mas pretendo encontrar algum após toda essa pandemia acabar.
Realmente sinto a falta de alguém para conversar algumas coisas, tenho meu pai, mas infelizmente ele está passando por uma fase de ser MUITO religioso a ponto de qualquer coisa que eu fale ele me diz para conversar com Deus, peça a Deus e todo esse papo religioso, tenho uma certa crença no deus cristão mas me considero agnóstico.
Tenho minha irmã que sempre foi boa comigo e cuidou de mim desde muito novo quando nossa mãe nos largou, não tenho palavras para agradecer a ela que largou tudo por mim, e é apenas isso que me motiva, tentar trazer algo melhor para ela, tentar recompensar ela de alguma forma.
Mas oque eu realmente queria dizer aqui é que, eu cansei de ser quem eu sou, nunca tive problemas em ser pouco sociável estava tranquilo com essa minha decisão.
Mas eu cansei disso, vou fazer 20 anos e to em um emprego que eu GOSTAVA mas ja to de saco cheio disso, ganhar pouco, atender cliente chato, fazer coisas chatas, mas tudo bem né, todo emprego eu imagino que seja assim
Quando eu paro pra pensar oque eu quero fazer não me vem nada na cabeça que eu goste, acabo achando tudo muito chato no final, muito tedioso, tudo mesmo, até oque eu mais faço que é jogar, eu acho tedioso fazer isso de uma forma mais "profissional".
Ja tentei fazer varias coisas, tentando por 1h, 1 dia, 1 semana, 1 mês, sempre forçando algo, eu tento, tento mesmo, mas nunca desperta algo em mim que faça eu realmente querer fazer aquilo, mesmo eu sabendo que não posso escolher oque quero, sabendo que eu apenas tenho que fazer algo, mas não consigo, fico estagnado, sempre chega uma hora de algo que eu estou tentando fazer e simplesmente não consigo mais.
Me lembro de algumas coisas que eu li, dizendo para encontrar algo que goste de fazer e se entregar ao máximo naquilo, mas esse é todo o problema, eu não faço a minima ideia do que pode ser feito, mesmo que seja algo MUITO alem da minha imaginação, sempre fui muito pé no chão, sem sonhos não reais, e até mesmo por isso já pensei em muitas coisas que são fora de minha realidade mas por mais irreal que seja, não encontro nada.
Bom, eu sempre tive problema com disciplina, e eu acho que esse é o meu maior problema, sempre fui um procrastinador nato.
Mas desde o ano passado que eu venho tentando mudar isso. ano passado fiz CESEC e consegui concluir uma parte dos estudos no final de 2019 e estava para terminar o resto nesse ano e por um pouco de procrastinação e falta de sorte, bum, quarentena adiou meus planos de tentar concluir os ensinos esse ano e tentar fazer algo presencial para tentar aprimorar minha disciplina.
E como eu deixei isso aconteceu comigo?
Desde muito novo eu não gostava de ir a escola, e meu pai que estudou apenas até o quarto ano nunca fez muita questão de eu ir a escola, então quando eu dizia que não queria ir ele sempre deixava, não culpo meu pai por isso, sei que é culpa minha, mas poxa, eu tinha 07 - 09 anos, acho que a maioria das crianças não gostam de ir pra escola nessa idade, então eu fui criando essa falta de disciplina.
Fui reprovado um ano por causa das faltas que eu tive, e no ano seguinte, em junho/julho acabei perdendo mais um ano por causa do falecimento da minha mãe, mesmo que ausente na minha vida, o pouco convívio que eu tinha com ela beteu um pouco forte.
Apos isso minha outra irmã por parte de mãe me convidou para morar com ela e estudar, meu pai aceitou, eu aceitei e foi muito bom, eu adorava a nova escola, adorava os amigos que eu tinha la foi uma experiencia muito boa, que eu sinto muita falta de não ter continuado estudando la, após 2 anos morando com minha irmã eu voltei para a casa do meu pai, voltei a estudar na escola na qual eu estudava quando mais novo, e não demorou muito para eu voltar pra minha rotina de faltas, porem desta vez fui mais moderado não faltando muito para poder passar de ano.
Sempre tive muita vergonha da minha casa, pois não é muito bem uma "casa" e para mim, criança/adolescente não era muito legal pensar em chamar algum amigo para ca, ou algo assim fazendo com que eu não tivesse um vinculo fora da escola com algum amigo.
Um amigo muito próximo meu teve que sair da escola e eu acabei ficando muito sozinho, naquele tempo eu infelizmente não tinha o pensamento de hoje e como eu ja não gostava de estudar, isso fez com que eu fosse parando de ir cada vez mais, até que eu parei de ir a escola e nunca mais voltei. assim que eu sai eu tinha contato de alguns "amigos", mas que foi se perdendo, por culpa minha, insegurança, autoestima, essas coisas.
Ficando cada vez mais fechado e caindo na rotina de trabalho/casa, e como eu disse acima, eu estava tranquilo com isso, até um tempo pra atrás que eu percebi oque eu avia perdido, perdi toda uma adolescência, socializar, sair com os amigos, uma namorada ou algo assim, e isso bateu muito forte em mim, percebi tudo oque eu avia perdido e agora eu me encontro aqui, 19 anos ainda virgem (mas considero isso o menor dos meus problemas, não fico muito nessa paranoia), sem nenhum amigo ou colega, sem a minima noção do vou fazer da minha vida seja em trabalho ou pessoal e financeiramente fodido sem poder contar com pai ou família.
E eu não sei oque faço, parece que a cada dia isso vai ficando maior e maior, só vai aparecendo problemas em cima de problemas e eu não faço a minima ideia de onde começar pra arrumar toda essa cagada que eu construí.
Essa é a primeira vez que eu "falo" sobre isso de alguma forma e só de ter escrito esse texo ja sinto um certo alivio de finalmente esta desabafando isso.
Desculpa ae pelo textão e os erros no português.
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2020.10.29 10:18 nofimnaime Palavras Somente.

Eu não aguento mais conversar comigo mesmo, e como não tenho mais pessoas para isso, essa é a melhor solução. Minha vida só desanda, e desde 2017 eu não consigo segurar as pontas, tive perdas que até hoje me doem, e escolhas nas quais eu me arrependo toda a noite antes de dormir. Consegui afastar esses pesos algumas vezes durante esse tempo, mas ele volta com mais carga, cargas atuais, e isso sempre vem a calhar na semana do meu aniversário. Mas esse peso não é a dor que quase me fez ser atropelado no meu aniversário ou a entrar em pânico na frente de um mercado. Uns meses atrás conheci uma pessoa, e eu naquele momento só queria sair com alguém, aproveitar uma nova amizade e ter aquele lance casual, era só isso, eu estava no meu canto escuro do quarto, já acostumado com esse peso no meu peito, e não queria mais dor de cabeça. E infelizmente eu conheci ela, eu não dava nada pra aquela desgraçada, as mensagens trocadas porém, me fez sentir algo por ela, aquele tipo de sensação "Ok, quero ser seu amigo", e desse jeito eu descobri que ela também não estava bem, tinha acabado de sair de um relacionamento complicado de 5 anos (3 anos de namoro, mas já sofria por 5 anos), e eu botei aquilo na minha cabeça, só queria ter uma pessoa pra conversar, conviver e aproveitar tudo que dava, e depois de uma longa espera de dois dias de conversa, resolvemos se encontrar, morávamos perto do outro, na qual no meio do caminho tinha um parque, perfeito meio termo para ambos, e quando eu vi ela, tudo que eu tinha montado sobre ela mudou. Aquele mesmo sentimento que você olha e admira aquela pessoa no trem, acha tudo incrível e pensa "e se...", o diferencial mesmo foi já conhecer ela, e a cada detalhe, conversa e risadas daquele dia, eu tive a infelicidade de nutrir um sentimento por ela... Não demorou muito para as coisas rolar entre a gente, tínhamos um entrosamento perfeito, e estávamos lá, indo pra minha casa no nosso primeiro encontro, e o que eu achei disso? Eu realmente tinha me apaixonado pelo brilho do olhar dela, o sorriso dela me trazia pás e a voz dela me acalmava, era tudo que eu queria até o momento, chegando lá ela me explicou que o ex relacionamento dela ainda pesava naquele momento, lógico que eu me desapontei um pouco, mas era apenas uma apaixonisse de momento, dava para reverter, e fiz o que tinha que fazer, falei que não iria servir de ponte para ninguém superar ninguém, acabou que ela dormiu na minha casa... Foi uma das melhores noites da minha vida? CLARO PORRA, E AINDA ELA FOI A PROTAGONISTA DE UMA DAS CENAS MAIS MEMORÁVEIS DA MINHA VIDA. No outro dia, conversamos ainda mais, e na dúvida que eu estava, esperei pelo movimento dela, pra mim tudo é um jogo, cada detalhe e ação conta, e o turno dela foi pedir um Uber pra minha casa, pra passar outra noite comigo, e ela estava incrivelmente linda... maquiada com uma delicadeza... vestido que abraçava a arte corporal dela... e a boca que porta o melhor dos sorrisos...
Foi nesse momento que eu cometi o maior erro de todos, depois de uma noite incrível (outra), eu falei que queria ela pro resto da minha vida, ela ainda estava afetada pela outra, mas o coração dela já sentia alguma coisa por mim, além do relacionamento passado dela, tinha a minha ex...
E então eu entro no meu primeiro inferno.
Sim, é isso mesmo que você está pensando, 4 dias de conversa e eu já estava pedindo ela em namoro, eu não conhecia ela direito, e muito menos ela me conhecia, só que aqueles momentos foram ótimos, e foram por bastante tempos, mesmo com autos e baixos, só que cada vez que ela deitava no meu peito, e a gente conversava fica mais nítido que os dois se amava, e saiu dela, o primeiro "te amo", na qual terei a dor de nunca esquecer, e foi assim que depois de 6 dias de conhecer ela, resolvemos entrar em um relacionamento, depois dela ter completado um mês de sair do dela, e eu de ter tentado incontáveis vezes de retorna com minha ex. Aliás, minha ex... todos nós temos problemas, e o problema dela sempre foi se depender demais de mim, morávamos juntos, e depois de perceber que a gente não daria certo, terminei e voltei pra casa, porém ela era destruída psicologicamente, uma vontade de suicídio constante, e eu tinha medo de isso se torna uma realidade, mesmo terminando com ela, a moça nunca deixou de ter minha importância, antes de sermos namorados, eramos amigos, e isso não acabou, sempre vou me importar com ela, como a grande amiga que ela é. E nossa protagonista não entendia isso, até tentou compreender a gente guardar por um tempo, mas ela queria nos anunciar para o mundo... E no começo eu não entendia o "pra que?" só tentava explica que isso poderia acabar com a vida de uma pessoa, e depois de uma semana nisso, se encontrando todos os dias com ela, resolvi conversar com minha ex. Expliquei pra ela o que estava acontecendo, e que eu tinha encontrado outra pessoa, que não queria perder o contato dela, sendo ela uma das pessoas mais importantes da minha vida, acabou que minha ex entendeu, e ficou ressentida, ela sentia muita coisa, e queria voltar... mas ela seguiu o caminho dela e me deu apoio, ela simplesmente me queria feliz, era só eu correr pro abraço da minha então amada e vocês teriam lido o começo de uma linda história de amor...
E então eu senti pela primeira vez a chama silenciosa do primeiro inferno.
A pessoa cujo eu já chamava de "Vida", não achou isso o bastante, mesmo já declarando nosso namoro, ela queria mais, pediu pra eu cortar contato com minha ex, vulgo melhor amiga, dizia que não daria certo e me pressionou a prometer isso pra ela, e nesse meio termo, eu tive que ver ela tentando reconstruir uma amizade com a ex dela e falhando miseravelmente no mínimo, mas BELEZA, segui deixando a minha ex de lado e fui construir o que eu queria com a pessoa que eu desejava, e nas primeiras semanas, foi maravilhoso, eramos a melhor combinação do mundo, dava pra sentir os outros casais invejando, a gente era mais entrosado que Romário e Bebeto, mais bonito que o sol se pondo em um céu laranjado, muito mais divertido que o todo o elenco dos Barbixas fundido com o Hermes e Renato, se você não entendeu que éramos incríveis, coloca todas as referências ao seu gosto que você vai entender. Só que eu descia mais para o inferno e não sabia.
Os outros níveis do inferno.
Todo mundo briga, não é nenhum erro discordar com alguém, e os lados se alterarem, mas o meu pavio estava curtíssimo... Eu não me aguentava, imagina então os erros das outras pessoas? E eu falava com ela o que me incomodava, e não era coisa básica do tipo "aí não gosto do seu sotaque" tava mais pra "você poderia falar menos putaria no meio da rua entre as pessoas?". E isso foi piorando, e eu não sou nenhum santo, muito pelo contrário, sei que errei de ter falado com ela daquele jeito, e então foi aí que o MEU jogo começou a trocar de estilo, eu percebi que tinha que mudar meu jeito, meu comportamento e minha forma de tratar algumas coisas. Sou explosivo, se tem que brigar, eu brigo, mas cara, eu não queria perder ela, e nessas foi me tocando que poderia ser melhor eu me trancar na fúria e dialogar na calma, e sim, eu me moldei a ela. Não, não errei só nisso, fiz coisas na qual eu não me orgulho e nem sei como aconteceu, porém, eu estava lá, ouvi o dela, e mudei, é um mérito meu, eu quero que você que está lendo tenha sua própria resposta para isso, pois a minha resposta é, não, isso não é um mérito, se você percebe que está errado, você muda, ok! Ok? E eu infelizmente não vou te dar um Plot Twist e falar que estamos vivendo lindamente, pois a gente desceu mais os degraus... No nível de começar a culpar o jeito no qual a gente conversava no whats para poder brigar, ela falava que eu era outra pessoa no whats, que respondia seco e era monossilábico, eu nunca vi isso, para começo de conversar, e ninguém nunca reclamou isso de mim, o que eu achei mais estranho, porém ela falou que outras pessoas que ela mostrava minha conversava concordava com ela, e tentei mudar isso, mandava mas áudio no intuito de ser mais confortável pra ela, e então chegou nosso primeiro mês de namoro...
Eeeeeh laiá, se quiserem numerar os infernos, fiquem à vontade, pois eu não tenho saco.
Eu sempre odiei isso, de mêsversario, maluco, ninguém quer saber que seu bebê feio está fazendo 8 meses, ou então seu relacionamento que ninguém liga está no terceiro mês, sabe quem se importa pro seu relacionamento, você e sua companheira, e... era importante para nós dois... pra mim pelo menos...
Chegou o cujo dia, e eu tinha planejado uma coisa simples, porém de coração. Vinho, uma pizza, janela aberta com iluminação da lua, era um momento especial na qual queria deixar ainda mais especial. Não falei nada, só deixei as coisas acontecer, e eu não sei por qual motivo, mas ela não estava me ajudando para isso (descobri depois o porquê) e meio que ficava "aí vc quer me ver ou não", meio que se não fosse óbvio que SIM, não só pela vontade de ver ela todo o dia, como pela data, e eu falava que queria, porém ela achou que faltou "vontade" nas minhas palavras, e resolveu ir em uma festa no dia que marcava um mês no nosso relacionamento, eu não acreditei, fiquei encabulado, cara, era nossa noite, noite na qual você optou por passar com pessoas que eu nem sabia quem era, e sem mais nem menos, e vamos discutir de novo... Mas dessa vez foi diferente. Fui na casa dela, já tínhamos conversado sobre o que aconteceu pelo telefone, ela falando que eu não fui direto e parecia sem vontade de ver ela, e eu explicando que não, e que ela cagou pra mim e foi pra uma festa como se fosse nada de mais... Acabou que ela me falou que estava muito cansada pra um relacionamento sério, e que achava melhor a gente dar um tempo, até ela se sentir confortável para estar em outro relacionamento... Tudo que eu queria, era não perder ela, concordei como um desesperado, porém falei que não iria aceitar algumas coisas, entramos em um consenso, e agora sim estamos felizes até agora, claro que não...
Depois desse episódio, resolvi me dedicar ainda mais, fazia tudo que dava pra ela, andava pra qualquer canto com ela, ia buscar, levava ela, talvez vocês nem acredita, mas eu mudei a direção do vento só pra ver o vento tirar o lindo cabelo dela da frente do mais belo rosto, e isso não foi o bastante. Ela buscava mais coisas para a gente discutir, com coisas do tipo "não se mexe no celular na companhia de alguém" é até verdade, mas dá pra você abrir uma excessões quando você passa o dia inteiro com a pessoa, mas eu aderi, e continuei me mudando por ela, era meu foco a melhora dela, e ter nossas alianças de volta "sim, eu comprei alianças, e ela tirou quando pediu o tempo". Mas foi aí que as coisas começaram a mudar pra mim, não vou esquecer que a gente passou mais um tempo de boas, mesmo depois dela ter pedido o tempo dela, a gente brigou muito, e nisso eu estava pensando "será que é bom pra nós dois?" só que quando a gente passava a tarde juntos, eu perdia esse pensamento, pois eu amava ela de verdade, cogitei terminar sim com ela, mas a gente conversava e se resolvia, porém foi nessa que eu percebi que só uma pessoa mudava, eu...
E então, chegamos no último inferno.
Essa epopéia estava no fim, e eu nem percebi, mas vamos logo para o último capítulo. Eu já conhecia a família dela, pelo menos a parte que ela sente alguma coisa, e chegou a vez dela conhecer a minha, meu irmão que tava em Brasília veio com a minha prima e era o momento perfeito, minha mãe ia preparar um almoço especial, chamou até minha tia e meu tio, tava tudo perfeito, só não esperava por uma coisa importante, ela não ir... Então vamos lá, bora começar uma semana antes, ela estava mal, se sentindo triste, fui na casa dela e troquei meu melhor amigo (que estava fazendo aniversário) pra ficar com ela, ele simplesmente me implorou para ir, e eu só falei "me ocorreu um imprevisto", era ela o imprevisto, e dei a força que ela precisava, beleza, no outro dia ela saiu com a amiga dela (coisa que me incomodava, já que a amiga dela incentivava ela ficar com outras pessoas, mas dessa vez, eu achei que ela precisava sair da casa dela). Só que ela ainda estava meio pra baixo, e no final de semana, especificamente sábado, resolvemos sair, ela com a galera dela, e eu com meu amigo que eu tinha furado, no domingo era o almoço, beleza, a gente conversou no whats e parou em um momento da noite, eu não me lembro do restante da noite, fiquei muito bêbado (e não, não fiz nenhuma merda de bêbado, só não me recordo de como eu voltei pra casa e que horas), acordei cedo, que é estranho, e antes mesmo de mandar mensagem pra ela, 6h ela me manda um áudio, falando que tava voltando pra casa da amiga dela naquele horário e que não daria pra ir pra minha casa conhecer minha família, eu fui destruído aí, mandei um "tudo bem", esperei até às 7h, fui no mercado comprar as coisas pro almoço, e foi isso, a cada pessoa perguntando, "Hey, cadê a sua Vida", eu simplesmente colocava um sorriso falso no meu rosto e falava "tá passando mal hoje, vai ficar em casa", no meio do almoço ela me ligou, e eu falei que fiquei mal com isso, e que não queria ver ela. E lembra que eu falei que via as coisas como um jogo, foi esse momento que eu pensei em desistir de tudo, o mais forte desse sentimento. Ela veio em casa, e me ouviu dizer que não queria mais aquilo, eu tinha cancelado trabalho pra ir ver a família dela, quando ela ficou na rua pra não ver a minha, mas eu fui fraco, aceitei as desculpas dela... A mesma pessoa que fala que desculpa não é uma palavra, e sim uma ação, e foi nisso que eu me peguei. E no outro dia, ela tinha uma entrevista de emprego online, na qual o entrevistador não foi com a cara dela (e ele foi babaca, ela foi incrível na entrevista), s acabou nela não passando, ficou devastada, e eu ainda meio chateado com ela, larguei de lado esse sentimento, e fui ajudar ela, comprei bebida, a melhor pizza que eu podia pegar (dominos é claro) pra ver ela levando o vinho que peguei pra beber com a amiga dela...
Ok...
Queria muito ver ela, e na sexta foi o dia, IRRAAAAAAAA, vou ver ela, e ela vai passar o dia comigo, vamos ter a melhor noite de todas e nada disso vai acontecer... Tirando a parte de ver ela, eu fui, e passei incrível 3h lá, a amiga dela falou que tava na bad, e pediu pra ela ir lá, e fodac eu. Mas até aí tudo bem, a garota lá precisava de uma companhia, acompanhei ela até um lugar pro Uber ficar tranquilo, e trocamos mensagem até de noite, quando ela resolveu sair... E sumiu... De madrugada (umas 5h) ela falou que a noite dela foi incrível, que conheceu um cara na qual conversou bastante, e que se divertiu muito, e isso foi as últimas coisas que ela me falou no final de semana resto de sábado, domingo e começo de segunda. Então começou a semana, fui entregar currículo já pensando "isso não está acontecendo" "deve ter uma resposta melhor", a única coisa que ela deveria fazer, era me valorizar depois da pisada de bola do almoço, e não contente, ela me pisa na com os dois pés depois, eu precisava entregar aqueles currículos, eles perderiam a data de vencimento, já que no outro dia eu teria 23 anos, e foi o pior dia do meu ano, eu tava visivelmente abalado, cheguei a vomitar no meio da rua, e mandei mensagem pra ela, pra saber se como estava, e ganhei um incrível "oi, c tá bem?". Cara eu já não tava legal, estava no meio da rua mal, e ainda ganho uma dessa, como se fosse um qualquer na vida dela, mandei um áudio pra ela, falei que não tava, que ela tinha sumido final de semana e queria conversar com ela, e sim, já ia com intensão do pior, colocar todas as coisas dela na minha bolsa, e com a pior das hipóteses já terminava ali, só que fui surpreendido... ela responde a porra do áudio com um "ah, não sei oq vc entendeu, nosso lance é casual, eu tive um final de semana cheio, virei duas noites, pipipipopopo" as lágrimas do meu rosto já estava deixando de existir com a falta de senso dela, eu simplicidade liguei e a única coisa que eu consegui falar foi "Eu desisto." Falei que ia encontrar ela e levar as coisas que estavam na minha casa, e pedi pra ela levar as minhas coisas (inclusive as alianças que ficou com ela), quando ela me chega, toda sorridente, fazendo sinalzinho com a mão, e eu não querendo acreditar, não sabendo se ela não entendeu a grandeza dos acontecimentos, ou porquê eu era só um qualquer pra ela, ela sentou na minha frente e disse "aí, eu não vou mais correr atrás de você... E blá blá blá" era uma realidade horrível, eu não estava acreditando que vivia aquilo, eu pedi minhas coisas, dei a dela, e disse tchau, e ela teve a pachorra de me perguntar se eu não ia abraçar ela, será que em algum momento ela percebeu minha expressão facial? Ela olhou pro vermelho dos meus olhos? Ou então notou o tom da minha voz? Eu cheguei em casa, destruído, e desativei tudo que poderia, graças a Deus eu ainda tenho pessoas que se importa comigo, e me ligaram, falei que ia me isolar um pouco e que qualquer coisa poderia me ligar. Foi a pior noite da minha vida, não dormi nada, e não aguentava nada, quando chegou as 7h da manhã, resolvi sair, chorando que soluçava, e fui para o parque, sentei no banco, e fiquei lá, quando a primeira pessoa me liga, me dando os parabéns (sim, era meu aniversário), eu não sabia oq falar e disse que tava ocupado, na segunda eu não consegui enganar, e percebeu minha voz de choro, falei que logo ligava de novo, e na terceira, eu desabei, era minha ex, a única pessoa que eu não esperava, ela sempre sabe quando eu não estou bem, e ela me deu um pouco de energia, me incentivou a ir pra casa, ver minha mãe, e sair com algum amigo, levantei animado, as palavras dela fazia sentido, até lembrar que a única pessoa que eu realmente queria a ligação não fez questão, e aconteceu uma das piores coisas da minha vida, eu simplesmente olhei para um carro na rua, e fui em direção a ele, a sorte que eu tive do cara ter feriado hoje eu vejo que é incrível, a sorte que eu tive de só ter subido em cima do capô dele e ver ele de tão perto atrás do parabrisa só mexendo a boca não entendendo nada que ele falava, sai de cima do carro e sentei na calçada, depois de uma longa conversa entre um grupo de pessoas, um cachorro e comigo mesmo, resolvi ir pra casa, lavei meu rosto e abri a geladeira, minha mãe tinha feito uma torta pra mim e comprado pizza pra fazer de noite, a minha relação com minha mãe é de mais ou menos pra ruim, porém naquele mesmo dia, foi ela que me viu chorar depois de me desejar sorte, sendo que quem eu chamava de "Vida" me deu o pior parabéns possível pelo Instagram.
Até hoje, dois dias depois do meu aniversário, ela não apareceu pra falar qualquer coisa, e eu realmente não quero ver a cara dela, pois eu tô destruído, até agora eu tô recebendo ligação e mensagem de pessoas que realmente se importa comigo, pedindo pra me ver, e eu não conseguindo, porque essa é a pior versão de mim, e eles merecem muito mais que isso, eu tô pensando em tanta coisa ruim agora, e minha mente tá conturbada tentando simular isso como se nunca tivesse acontecido, e eu realmente não consigo acreditar como esses poucos meses, destruíram tanto minha vida.
Você que leu isso até agora, agradeço muito por reservar esses minutos da sua vida pra esse texto, eu começar ele umas 23h da noite, e tô terminando agora 6h17, depois de parar algumas vezes, e me desculpa pelo tamanho. Eu só achei que precisava compartilhar isso com alguém.
Obrigado por ter chegado até aqui.
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2020.10.19 07:17 yooo66666 Autosabotagem, pornografia e brochar.

Nem sei por onde começar... primeiramente tenho 20 anos e é realmente um pouco constrangedor escrever isso mesmo sabendo que ninguém me conhece, mas ok bora lá. A mais ou menos 2 anos eu terminei o meu ultimo namoro e já naquela época eu consumia pornografia mas era beeem menos, tanto que ainda não atrapalhava nada em minhas relações sexuais, tudo sempre flui numa boa, nunca pensei que poderia ter problemas com isso. Daí, dps do termino comecei a consumir mais a pornografia mas ainda tava dboa, me sentia tranquilo em relação a isso, trocava ideia com varias mina me sentindo bem e despreocupado, só que aí pro final de 2018 eu fui encontrar uma amiga minha e rolou minha primeira brochada, fiquei porra, desesperado na hora, com vergonha e pá(era a primeira vez da mina) nussss fiquei bem abalado serião, falei com uns amigos meus e eles foram suave, nem tiraram sarro, disseram que era normal, mas aí que começou o problema(deveria ter levado numa boa né, todo "mundo" leva isso numa boa, pq eu n iria) enfim, a partir daí comecei minha graaande jornada de autosabotagem e porra velho, até hj n consegui superar isso (como cara???? kkkk taloko) eu realmente rio disso, pq parece ser piada as vezes, eu gosto de mulher, gosto demais cara, e desde de essa época eu comecei a questionar tudo, minha sexualidade, pô problemas mentais, uma avalanche de pensamentos mesmo. (Tá, são muitas coisas a se falar e ainda to com vergonha de escrever isso, mas vamo lá)
Inicio de 2019 e eu tranquilo até ainda, sem nenhuma confusão mental aparente e ainda trocando ideia dboa com umas mina, aí conheci uma menina e a gente foi se aproximando, se beijou e pá, começou a rolar um amorzinho mas a gente n tinha transado ainda e aí um dia ela me chamou pra eu ir na casa dela, era carnaval, fui né, bebemos umas, fumamos uns beck e ficamo daquele jeitão né, delícia, pegação que num parava mais e aí começamo a tirar a roupa, ela me chupou(suave até então, meu pau tava levantado kkkkk) e eu tava dboa tb, eu chupei ela dps e aí bateu aquela ansiedade trevooosa, pq né o proximo passo seria nois fuder e assim... aiai.. eu tinha camisinha lá(ps: no meu ultimo namoro agnt transava so´sem camisinha praticamente) e mano, tremi nas base, falei pra ela q tava sem camisinha e né, ela tb nem tava afim de ir sem, e continuei chupando ela numa boa, mas né, pensando daquele jeitão nas coisa, preocupadasssso, uma lokura gente, aí blz, dormi la e de manha ela veio me cobrar q eu podia ter ido na farmacia e só dei uma desculpa(rapaziada por incrivel que parece n sou gay e eu me questionei bastante sobre isso, pode acreditar). Depois disso começou o desastre, toda vez q pensava em sexo pensava em brochada, instantâneo tipo, aí assim, quero resumir um pouco ne, mas vou falar oq me der na telha aqui. Dps desse ocorrido n falei pra ngm, nem amigo, nem psicologo, nem nd, malucao o cara ne, fala nem pra psicologo aiai, tabom. Dps com essa mina, de précha, broxei mais uma vez só q ai dessa vez foi na hora da penetração mesmo, aquela meia bomba que todo mundo adora, lindeza que só( to falando desse jeito pq acho q assim vo sentir menos otário) aí acabei me afastando dela (vergonha absurda, eu sou uma piada msm), deixei claro pra ela q o problema era cmg, e que ela era né MARAVILHOSA (pq de fato era kkk) aí meus manos e manas, nesse momento eu ja tava 0 bem das ideia(ps: faz mais de 1 ano isso e to desabafando isso só agora pra alguém ok) , escondendo tudo de todo mundo, mas transparecendo que tava tuddo deboa ne, kkk aiai. Que eu me lembre dps dessa mina passou um bom tempo q eu nem tentei nada com ngm(no sentido de ir pra hora H) e tipo, eu continuei flertando, com altas mina e dando idéia mas só na raso (olha o medo que tava, medo de brochar, eu sla, nem imagino falar isso pro meu amigo mais proximo q eu morro de vergonha sla) continuei flertando e pá ne, considero estar em um ponto bem alto da minha kkkk beleza facial e de personalidade tb, ent acaba q altas guria se interessava, e eu bobo né, dava papo mesmo sabendo desse meu problema kk. Ok, final de 2019 chegou um dia lá que a mesma mina q eu tinha broxado lá na primeira vez, me chamou pra ir na casa dela (claramente pra gente fuder) e eu em duvida, falei q n podia, por causa desse medo mesmo e sla, acabei indo encontrar uma amiga minha e a gente beijou dps um tempassso q eu tava afim e assim, fez minha noite tlg, n transei, nem brochei kkkk foi ótimo. Ok, vou voltar aqui no assunto da pornografia e falar q, durante o ano inteiro de 2019 eu provavelmente me masturbei quase todos os dias, pra pornô msm (mas nessa época nem tava ligado em questão de estimulo visual ser tãaao importante pra uma possivel brochada) ok, n dava a minima pra quantidade de porno q eu consumia, só seguia a vida msm, achando que todo esse medo aí meu, era problema meu, sla algum problema mental q eu desenvolvi e q era isso, botei na minha cabeça q ia continuar a ver pornografia pq já q eu n ia transar, pelo ou menos o porno ia me satisfazer( QUE ERRO, REPITO QUE ERRO jovem eu de um ano atrás). Aí pra frente é confusão mental atrás de outra, ia pro psicologo nem sabia oq falar, ficava todo perdido, todo vez q eu podia pensar nisso eu pensava e ia fuuundo e paranoia e fantasia de coisa nem ia acontecer, mano, to querendo é chorar escrevendo isso, nunca tinha botado pra fora isso, enfim... final de 2019 li em algum lugar sobre um negocio q chama reboot, que até tem video no TEDx sobre isso e video do Terry Crews falando, que é basicamente vc ficar sem se masturbar por um tempo indeterminado, que aí uma hora tudo ia voltar ao normal, na hora q eu li eu falei "É ISSO, É ISSO, PRONTO VO RESOLVER MINHA VIDA AGR MESMO" mandei msg pro meu psicologo falando q nois tinha q conversar, tava todo animado, cheguei lá, falei pra ele tudo, tudo q tinha rolado, tava rolando e falei disso aí, mas ele n me recomendou eu fazer esse reboot, falou q a masturbaçao é algo importante pro individuo, e sla, me convenceu q era melhor eu só esquecer disso e levar a vida (hj eu lembro disso e assim, meio cuzao ele ne) na hora nem parei pra pensar no negocio, tava lokin das ideia já.
Vo tentar resumir agr, dps desse aí, continuei me masturbando pra porno ainda, as vezes eu tentava parar um tempo por causa de coisa de twitter e pá, mas acabava voltando uma semana dps. Nessa época eu comecei a criar um autoestima fodida em cima disso, foi surgindo assim tb, fui levando a vida como se tudo oq tivesse rolado tivesse sido só uma fase da minha vida e que tinha passado e que eu já tava deboassa em relação a questão de brochar, que na proxima vez q rolasse ia dar certo, tipo, tava bem deboa. Aí né tava confiante, e um belo dia chamei uma mina q tava cvs pra vir aqui em casa, agnt ja tinha ficado uma vez e tava né, com tesão afinzassso, começamo a tirar a roupa foi indo, chupei ela, suavao, aí ela foi me chupar e ele abaixou do nada, sim, no meio do boquete foi pra vala minha líbido, tentei ressuscitar mas n tava indo, bati uma ali mesmo e n foi, minha cabeça já tava a mil, ja´era ne kkk falei pra mim msm, dps agnt fumou um pra ficar dboa e cvs com ela e pá, ficamos suave. Teve mais uma situação com essa mina (acho q eu forço muito né, mas eu tava só querendo botar minha autoconfiança pra cima de certa forma) agnt saiu comeu um burg já naquele estado né, e dps fomos pra casa dela, casa n, escada do prédio e rolou ali msm, oral dos dois, n brochei durante foi suave, mas na hora de penetrar nela o menino abaixou, mas fiquei deboa, respirei e fui estimulando, uma hora deu certo, botei pra dentro e foi(meia bomba kkkkk), foi pouco tempo mas foi, aiai, que saudade dessa sensação meus amigos kkkk enfim, isso era inicio de 2020, daí começou a quarentena e desde entao eu nem saía de casa né, pra pegar alguém (pra nd msm), mas continuei flertando dms ne, cabo que, uma mina lá falou pra eu ir na casa dela pra né e ja botei na cabeça que n, que n ia rolar, que ia dar merda, já pensando na brochada (ô laia) e confundindo minha cabeça, falando q sexo casual é merda (nunca nem fiz sexo casual) só inventando mentira pra disfarçar esse problema meu, enfim, dei perdido na mina. Aí (ta acabando tá? se algm tiver lendo) anteontem uma mina veio aqui em casa, ja tinha combinado a uma semana atras, mas assim kkkkjjjj, imaginando q agnt nem ia transar nem nd, no maximo um boquete e tals, por isso nem fiquei preocupado com broxar e pá, só aquele calafrio basico de trocar ideia com uma mina q tu realmente acha daora, pela primeira vez, pessoalmente (coisa linda) me preparei total, comprei um corre pra gente pitar, comprei umas breja, umas comida, meditei um pouco pra ficar suave e foi né. Ela colou, agnt trocou altas ideia daora (sla eu tava um pouco de receio de ela achar eu meio maníaco de já querer transar direto assim) aí preparei o ambiente como eu disse, fui fazendo um clima rolar alí...rolou... pegação intensa, tava adorando, bão dms, aiai, que mulher minha gente, começou a passação de mão, eu meio passivo ainda, mas tava daora, aí ela tirou meu short e ja comecei a ficar em choke(pelo lado bom) nem tava pensando em nd, aí ela parou assim e perguntou se algm podia ver nois ali (agnt tava no terraço de casa) aí falei q n, mas q sepa era melhor nois ir pro sofa q aí ne, já ficava mais confortavel( eu sou mt burro) kkkkkkkkkkk ta, ai´fomos pra la, nisso eu ja tinha guardado o pau e tava mole já, e mano, voltamo a se pegar(po eu tava desaprendido 7meses em casa) pegação lá intensa, bão dms, ai´vacilei comecei a pensar na famosa broxada, passou um tempo ela tirou minha calça e começou o oral, e adivinha n fiquei duro, e eu acho ela gostosa, acho dms, n creio q esse seja o problema, n creio q o problema seja eu n ter atração por mulher, eu tenho sim, só acho q a pornografia me leva a ter uma rotina, um vício FUDIDO que faz eu me apagar a minha própria mão, a esse ambiente nojento da punheta e de tudo q ela envolve com a pornografia, mano, eu to muito puto comigo msm, pq JÁ SE PASSOU MAIS DE ANO Q TO NESSA MERDA DE SITUAÇÃO PODRE, MANO EU QUERO TER FILHOS UM DIA, EU QUERO TER ESSE PRAZER DE TRANSAR, EU QUERO TER ESSE PRAZER DE VIVER UMA VIDA TRANQUILA SEM TER Q ME PREOCUPAR COM PROBLEMAS DE BROXAR, EU SINTO UM DESCONFORTO TÃO GRANDE COM MEUS AMIGOS, QUE REALMENTE SÃO MEUS AMIGOS E DISCUTEM ABERTAMENTE SOBRE ISSO, MAS NGM NUNCA FALOU SOBRE BROXAR, ME SINTO UM INUTIL NESSE SENTIDO ESCREVENDO ESSE TEXTO. CARAS, EU N QUERO VIVER A VIDA TODA ASSIM KKK NEM FOODENDO, NEM FODENDO. Só quero resolver isso e parar de pensar tanto em coisa que é inútil, amanha ja devo cvs com meu psicologo a respeito pq n da mais, eu fico triste, sinto um vazio imenso em mim dps q isso acontece, se alguem leu até aqui, obrigado pelo o seu tempo, diga aí oq vc acha sobre, ou n tb, se que sabe, enfim, abraços e uma boa noite pra todos. :j
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2020.10.10 14:16 TapperTotoro Os meses em que vivi na rua, toda a fome que passei e a bicicleta que mudou tudo para melhor.

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 3/365
Uma espécie de diário aberto: Os meses
Olá ...
Hoje não devo escrever muito, e decidi partilhar uma prosa que escrevi nos meses que sobrevieram o meu divórcio (editado: escrevi mais do que achava que escreveria).
Para colocar em perspetiva: depois de sair da casa que era minha (comprada e que ficou para a minha ex-esposa e para os meus filhos) consegui alugar uma casa por alguns meses, mas não conseguia trabalhar por causa da profunda depressão, além de não receber respostas positivas por parte das empresas para onde mandava o meu curriculum e em poucos meses todas as minhas poupanças acabaram e acabei por ter de ir morar para a rua. Morar na rua implica passar fome - já passei noutros momentos da minha vida, pois durante grande parte da minha infância, o país em que nasci e vivi até antes de me ter mudado permanentemente para Portugal, viveu em guerra civil - felizmente Portugal é um país relativamente seguro, mas nada fácil principalmente para pessoas negras (acreditem, por mais inteligente e boas referências uma pessoa negra tenha aqui em Portugal, é muito difícil arranjar algum emprego que os próprios portugueses consideram "condigno", e todos os lugares em que trabalhei cá eram fora da minha formação - Estatística, Gestão, Informática e Administração, fora os conhecimentos de informática que tenho mas que infelizmente ainda não tenho um diploma para provar que tenho, mas em breve isso mudará. (lembra-se, estou a estudar e no final do próximo ano recebo um diploma de Desenvolvedor de Software).
Felizmente por causa do meu trabalho com as artes, conheço muita gente que apesar de não me poderem ajudar com a questão da casa, arranjavam-me algo para comer durante os meses em que vivi na rua e saí da cidade em que fui viver depois do divórcio, muita gente passou-me contactos que elas tinham e eu arranjei um emprego num bar (aos finais de semana e feriados de noite-madrugada) e com esse dinheiro eu conseguia comer e poupar para comprar uma bicicleta.
Porque uma bicicleta?
Simples: eu caminhava mais de 10 quilómetros todos os dias que voltava do trabalho no Bar, às 02:00 da madrugada. Nessa mesma altura em que comecei a trabalhar no bar, ia para um lugar em que tinha uma escola antiga que era usada como estúdio de ensaio para bandas e outras atividades culturais e recreativas, e lá ficava a preparar as minhas refeições e compor músicas (além de tratar da minha higiene). Felizmente, eu não preciso de dormir bastante ou consigo passar até uma semana sem dormir (literalmente) e também aproveitava o facto de que existia uma praia fluvial por perto para ir tirar uma soneca lá nos dias em que estava muito exausto. Infelizmente o dinheiro que ganhava no bar, mesmo com as gorjetas não servia para alugar sequer um quarto (mesmo tendo eu comida de graça no bar para jantar de noite e pequeno almoço de madrugada, e poupando algum dinheiro); então a bicicleta ajudar-me-ia e ajudou bastante a tanto poupar mais algum dinheiro que gastava com o autocarro para ir trabalhar, quanto poder me deslocar para mais entrevistas e futuros trabalhos.
Passado um mês depois de começar a trabalhar no bar, recebi uma resposta de uma das fábricas em que tinha mandado o meu curriculum e que ficava há mais ou menos 10 quilómetros do edifício em que tinha a sala de ensaio; depois de ir para a entrevista de dia, na tarde do dia seguinte eles ligaram-me a dizer que eu tinha ficado com o trabalho e que começaria já no dia seguinte (nota, faltavam alguns euros para poder comprar a bicicleta nesse dia e eu tinha de arranjar uma maneira de conciliar os dois trabalhos, pois um terminava às 02 da madrugada e o outro começava às 05:30 da madrugada, mas de forma rotativa - uma semana às 05:30, e outra às 13:30, e nas sextas feiras a hora em que saia de um era muito depois da hora em que eu tinha de entrar para o outro trabalho - bar e fábrica).
Essa incógnita dos dois trabalhos que não deram para conciliar. O que fiz?
Bem, uma coisa de cada vez. Primeiro, fui trabalhar para o bar numa quinta feira que era feriado e tinha de entrar para a fábrica na sexta feira, às 05:30, e como ainda não tinha a bicicleta, saí do bar e caminhei até à fábrica, estava super empolgado e feliz por ter um trabalho a tempo integral, e como sairia às 13:30, não havia nenhum problema em não ir para a praia fluvial tirar uma soneca. Nesse dia, lembro-me que não foi difícil aprender a trabalhar com as máquinas da fábrica (tenho essa facilidade aprendizado absurda); mas passei todo o turno de trabalho a pensar em como lidar com essa incógnita e cheguei à conclusão que somente ia trabalhar no bar (e não poderia trabalhar lá porque não tinha como mudar os meus horários de trabalho em ambos os lugares) até a conseguir comprar a bicicleta e calhar a sexta feira em que o meu horário de trabalho na fábrica terminava depois do início do meu horário de trabalho no bar (num terminava às 21:30 e noutro começava às 17:00).
Segundo, trabalhei nos dois lugares durante uma semana, falei com os meus empregadores e como não deu para mudar os horários, despedi-me do bar e fiquei a trabalhar somente na fábrica, e no meio disso tudo, comprei a bicicleta e todos os dias, de segunda à sexta, numa semana acordava às 03:45 da madrugada para pedalar por uma hora até ao trabalho e depois mais uma para voltar até ao estúdio às 13:30 e noutra entrava às 13:30 e às 21:30 pedalava eu até ao estúdio de ensaios para espairecer e criar alguma coisa artística e fazer a minha higiene pessoal, além da comida para o dia seguinte ...
A fome e a rua!
A fome: em menos de 4 meses eu saí dos meus 98 quilogramas de peso, para os 66 quilogramas. Isso para mim resume tudo, mas ainda assim consegui ter energias para caminhar e lembro-me de ficar pasmo que em menos de uma semana eu tinha caminhado mais de 100 quilómetros (gravei uma foto com isso e uso-a para lembrar-me sempre do quão forte sou capaz de ser nos momentos de maior adversidade. A fome nunca é só fome, é também propulsora de ansiedade, fragilidade psicológica além da física, desmotivadora . . . mas venci a fome com toda as forças que reuni quando decidi voltar a viver e lembro-me muito bem que sempre que eu ia trabalhar para o bar, e sorria, não era um sorriso para esconder as dores no estômago ou todo o caos da minha vida nos últimos meses, mas sim um sorriso cheio de esperança e motivação, pois como já disse, pelo que parece, sou muito bom a começar do zero e a além de sobreviver, viver. A rua ofereceu-me muito mais do que eu podia imaginar, não no quesito segurança contra todos os elementos da sociedade e natureza, mas na paz que mesmo lá, no fundo do poço do conceito da sociedade materialista, encontrei e que me ajudou a ter mais forças para superar tudo ...
Enfim, sempre que me referir ao mês de junho de 2019, será para falar do mês em que recomecei realmente a minha vida depois do divórcio e de superar a depressão, a fome e o viver na rua, pois nesse mês eu consegui um trabalho a tempo inteiro, comprei uma bicicleta, conheci a minha atual namorara (uma mulher incrível que muito amo) e voltei a viver entre as quatro paredes em que me encontro hoje. Cá fica um dos textos literários que escrevi num dos meses em que morei na rua e perdia de forma assustadora a minha massa corporal:

GRÃOS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E FUNGOS
É assim que se destrói o homem, em atenção, não! Não apenas o ser portador do mastro sexual, mas o animal de espécie humana. O fumo varre o meu olhar entre a realidade num lado, e a minha mente do outro, o vidro duplo no meio, física transparente da janela; da direita para a esquerda, embriagado pelo vento, enquanto se dissipa o tempo. Mas não! É assim que desaparece a minha vida. Enquanto como arroz, ao acordar, mas somente depois de passadas seis horas. Até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da alface, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura, depois de se terem acabado as regalias de poder escolher comer tudo exceto carne.
Conto cada moeda e frequências que me restam. A dissolução do acordo fraternal, previsível e instável, levou tudo, depois de seis anos a negar o evitável; anos que se prenderam à todas as decisões tomadas, desde o momento em que os meus pais, acidentalmente, deram vida ao humano que me tornei, até milhares de dias atrás, minutos que antecederam a rutura. Mas não! Não é assim que se destrói, põe-se fim ao marco de toda uma tentativa de encontrar a felicidade e a paz, nos braços de quem só me teve por posse, como se de um escravo se tratasse a minha existência, tal como foram enjaulados os meus antepassados mais próximos, acorrentados e separados do que lhes era posse por direito de nascença, alguns dias antes do meu nascimento.
Ao olhar para o fumo que se dissipou por completo, vejo as arvores que ao de longe são menores do que o meu medo, mas ao de perto, são tão altas quanto ou mais do que a minha alma que clamou por ajuda, à minha mãe, se é que ainda a posso chamar mãe; à minha irmã, não tão adorada desde sempre; ao meu irmão, em quem me espelho inversamente; aos agiotas, que nunca soube onde encontrar; aos ladrões que guardaram o meu dinheiro todo, durante a vida que perdi; aos traficantes, de tudo e menos alguma coisa; aos assassinos, de sonhos e modos; aos meus amigos, envenenados pela mulher que me desposou outrora; aos que ajudei um dia, a troco de nada; e ainda assim, nem mesmo por não merecer um pingo de empatia, ainda assim, ninguém me estendeu a mão, exceto?
Exceto a única pessoa que em meio tempo passou a ver quem sou, e descobri que sempre foi tudo; o que se esconde por baixo da máscara, quem se esconde por baixo do olhar e dos sorrisos, muitas vezes falso, muitas vezes desnecessário, mesmo não podendo dar mais do que o último centavo que lhe resta, permaneceu aqui, ao lado, a segurar-me pela mão e pelo olhar, numa tentativa de reanimar o homem, mas não o que carrega entre as pernas a corda reprodutiva, e sim o humano que nunca deixou, e se nega a deixar de ser uma criança, a mesma que chora sempre que se lembra de todas as vezes em que quase morreu, e que também morreu um dia, mas voltou por ter encontrado a resposta para a continuidade da vida, a criança que tem, com o passar de cada ano, menos dias para chorar, enquanto se prepara para ser o motivo do choro de, talvez, menos pessoas do que consegue contar, com quatro dos seus cinco dedos da mão esquerda.
É assim que se destrói um homem. Enquanto como arroz, antes de me deitar e desejar acordar noutra manhã, até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da erva, a não psicoativa, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura. Porque quem jurou amar-me abandonou-me quando tudo ficou extremamente difícil e necessário. E todos os que me amam, ainda, os mesmos que deduzo que não sabem o que é amar, estão longe agora que estou mais perto da transcendência. E apesar de me ter afastado propositadamente, para desperdiçar comigo mesmo alguns poucos anos da minha vida, ainda assim, me sinto indigno de pena, dissociado de tudo o que é meu, não por direito de nascença, mas por direito de divindade, de criação, de clonagem da minha acidez desoxirribonucleica, e dos meus glóbulos falciformes, alimentados pelos açucares naturais do pouco que me resta para comer, e pela gordura, e músculos do meu sempre magro corpo.
E assim se mutila e assassina o homem, fazendo-o comer-se a si mesmo, do tutano dos ossos para fora, até que inclusive os sonhos se tornem o único alimento imaginável que lhe resta para adormecido energizar a vida.
Reinicia.
Com amor;
Aladino.
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2020.10.07 02:02 VinayssusMan2 Eu não consegui achar a minha amiga perdida.

Boa noite, galera. Eu vi este sub recentemente e decidi falar um pouco sobre o que vêm me afetando recentemente.
Venho passando por muitos problemas desde 3 anos atrás por causa de amigos que acabaram não sendo tão amigos, e mais recentemente por causa de uma briga entre duas amigas, que foi uma coisa simplesmente muito triste pra mim.
Eu quis pensar em outras coisas por enquanto e fui passear na web, foi aí que me lembrei de um site de fanfictions que eu costumava frequentar dez anos atrás. Era um tempo muito inocente pra mim na internet e também muito divertido. Depois de pouco tempo eu passei a achar minhas antigas fanfics bem cringe mas hoje em dia eu aceito como algo engraçado que eu cheguei a fazer (tipo uma fanfiction de Naruto no Faroeste com alguns amigos, hashashashash).
Consegui entrar em contato com vários amigos meus daquela época e foi uma coisa muito boa pra mim, conversar com uma delas esfriou um pouco a minha cabeça que eu achava que ia explodir. Mas desde ano passado eu estive preocupado com uma das minhas amigas daquela época.
Um dia ela simplesmente sumiu de todas as contas dela, e nunca mais consegui falar com ela. Mas eu tentei e fui bem longe.
Verifiquei todas as contas dela nesse website (o Nyah! Fanfiction, no caso), desenterrei um canal antigo que eu sabia que ela tinha, daí achei um facebook e um twitter, fui puxando o fio da meada por um longo tempo e tentando conversar com algumas amizades do face dela mas não deu em nada. Isso foi ano passado.
Eu nunca teria percebido na época porque eu era muito novo mas hoje suspeito que ela sofria de depressão por causa de problemas com um familiar específico, vou deixar que vocês façam as contas, e sempre acabava vazando nas histórias que ela escrevia, o que eu nunca entendi até muito depois. Sabendo disso, eu me preocupo com a saúde e até com a vida dela.
Ontem eu olhei uma das minhas antigas histórias de 2012 e vi que ela tinha comentado lá na época, dizendo "Se nós continuarmos acreditando na nossa amizade, podemos conseguir qualquer coisa. É nisso que eu acredito e sempre vou acreditar.", e tipo, sabendo disso tudo e vendo isso que ela disse me deu um pouco de vontade de chorar, mesmo sendo algo bem criança e "anime" de se dizer.
Mas é isso, é a vida e essas coisas acontecem. Nem sempre conseguimos encontrar nossos amigos online quando eles desaparecem, por isso sempre tento manter um "Dead Man's Switch" (ou interruptor de homem morto) no caso de eu desaparecer pra que os meus amigos online tenham uma forma de me encontrar ou de encontrar o que aconteceu comigo.
Fiquem na paz aí, boa noite de novo.
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2020.09.21 12:59 salveaminhavida Vocês podem ajudar a mim e a minha noiva?

Olá a todos. Essa é uma conta joga fora, pois tenho medo de me expor por agora e estou aqui para pedir uma ajuda a quem puder me ajudar. Eu me chamo Marcelo (nome fictício) e moro em um bairro pobre do interior de SP. Moro aqui desde 2014, quando perdi o meu emprego no interior de MG. Vim para cá ao ficar desempregado, para ficar perto da minha namorada, a única que eu tive na vida (e dei muita sorte em encontrar ela, é uma das pessoas mais especiais que conheço). Tenho 29 anos, 1,80 de altura e peso 200+ kg.
Como você já pode imaginar, o problema com o qual eu preciso de ajuda é esse. Tenho obesidade mórbida grau III e a minha namorada também. Ela é secretária de uma médica e através do seu trabalho conseguiu um grupo de profissionais que estão nos ajudando através de um trabalho voluntário. Eu e ela temos psicóloga (uma diferente para cada), uma endocrinologista e uma nutricionista. Graças ao trabalho dessas pessoas, tivemos grande evolução através de uma reeducação alimentar que tem surtido muito efeito, apesar de infelizmente não ser o suficiente.
Bom, antes dessa pandemia eu estava com um trabalho maravilhoso para uma empresa canadense. Tinha passado no processo seletivo em janeiro desse ano e comecei a trabalhar, até que quase 3 meses depois o projeto foi encerrado devido ao cenário mundial. Durante o tempo em que trabalhei, pude investir pesado na nossa saúde, custeando sempre os exames necessários, fazendo minha reposição hormonal com testosterona (minha produção é extremamente baixa, devido à obesidade), pagando transporte de ida e volta para uma academia de hidroginástica e fazendo hidroginástica. Vejam, antes da pandemia já estávamos sendo acompanhados por essa equipe de profissionais da saúde, mas a reeducação alimentar, além de ainda ter sido por pouco tempo, ou seja, não tínhamos avançado tanto nessa questão, não estava sendo suficiente. Foi quando começamos a fazer hidroginástica que pudemos ver que era possível emagrecer, pois ambos tivemos bons resultados durante esse tempo. Foi a prova que a gente tanto precisou para enxergar que poderíamos recuperar a nossa saúde sem enfrentar uma fila gigante e um procedimento extremamente invasivo.
Aí veio a pandemia, perdi meu trabalho. Meu pai me ajudava com o que podia, minha mãe também. E então dois meses depois, perco o meu pai. Ele era advogado, mas nunca teve dinheiro. Morava de aluguel e apesar de ter muitos processos, a maioria era pro bono, pois o que ele mais gostava de fazer era ajudar o próximo. Com isso, não deixou nada para mim. O que estava difícil ficou ainda mais (mas reconheço que tem muita gente em uma situação financeira pior que eu).
Com tudo isso o nosso tratamento ficou estagnado, até que a nossa nutricionista me deu a ideia de usar meu tempo ocioso para fazer uma hortinha em casa. Então fiz isso e aí vieram mais resultados da reeducação alimentar, pois passei a comer alimentos que nunca gostei (mais uma vitória e mais uma prova de que a gente consegue chegar lá).
Como você talvez possa imaginar, nós não temos indicação médica de fazer o que é simples e acessível, que é caminhada. Na real até tentamos, apesar dos riscos, mas toda vez que a gente tentou eu me acidentei e fiquei com a perna roxa por alguns dias ou semanas. A indicação para o nosso caso é algo que possa nos trazer segurança, como a hidroginástica que estávamos fazendo. Com a pandemia, além de não sair de casa por estar no grupo de risco (minha namorada trabalha presencialmente no consultório da médica, ela está tendo o Uber de ida e volta custeado pela patroa), também não vou conseguir aderir novamente à hidro. Para uma pessoa como eu, já é difícil encontrar força para me deslocar diariamente, mas ainda vivi situações tristes e extremamente constrangedoras por lá.
Aderir à uma atividade física é difícil para mim. Mas há uma que me trás alegria e prazer em fazer e é por isso que resolvi vir aqui pedir ajuda. Antes de vir para Ribeirão Preto, somente um exercício me trazia prazer: andar de bicicleta. Eu pedalava 40 kms, andava sempre sozinho, mas a cidade que morava é pequena e não tão perigosa como aqui. Na real eu adoraria poder ter uma bike novamente e sair andando na cidade, mas andar aqui com uma bike que aguente o nosso peso é o mesmo que sair com uma placa escrito “venha nos assaltar”. Então eu venho aqui pedir uma bicicleta ergométrica que aguente o nosso peso, pois ao contrário do que acontece normalmente quando alguém compra um equipamento desse para usar em casa, onde acaba virando um móvel para roupas usadas, nós vamos conseguir usar diariamente. O meu sonho hoje é poder colocar isso na sala de onde moramos (moramos com os meus sogros, mas eles já deixaram a gente colocar uma na sala, caso possamos ter uma) e gastar umas 2 horas do meu dia pedalando. Sem a dificuldade de estar em público, sem o gasto com transporte, sem os problemas ao enfrentar uma academia, vamos conseguir resultados e vamos conseguir sair dessa.
O uso desse equipamento tem o aval das profissionais que nos ajudam e posso me comprometer a digitalizar um laudo e enviar aos que eventualmente nos ajude. Eu encontrei somente uma única bike ergométrica no Brasil que aguente o nosso peso. Tenho pesquisado há algum tempo e o custo dela é simplesmente algo que nos impossibilita de adquirir. É a Kikos KR 13.6. No entanto eu não me importo se houver de alguma outra marca, a única coisa que eu quero é poder colocar ela na sala e começar a pedalar todo dia.
O que eu proponho é o seguinte: enviar o laudo da médica com a indicação de uso da bicicleta ergométrica, enviar uma carta da equipe de profissionais que nos ajudam de forma voluntária explicando o trabalho delas, enviar os nossos dados pessoas, criar um grupo de Whatsapp com os que puderem ajudar para relatar periodicamente os resultados, fazer um vídeo comprovando o local em que moramos e a nossa condição financeira e doar o equipamento quando não precisarmos mais (ou quando pudermos adquirir um equipamento mais barato que aguente o nosso peso futuramente). Em troca o que eu peço é a ajuda financeira para a aquisição da bike (ou a doação direta de qualquer bike que nos aguente), sigilo e compreensão. Eu tenho muito medo de me expor, já estive próximo do suicídio no ano passado e o meu maior medo é ser exposto e voltar a passar o terror que passei. Essa conta é joga fora justamente por isso. Tenho medo dos usuários de outras subs que lurkam por aqui e sei que já irão usar esse post de forma negativa nessas outras subs.
Eu sei que a situação financeira está difícil para todo mundo e sei que é muito provável que não consiga ninguém que possam nos ajudar com isso. Mas a nossa situação se agrava a cada dia e eu sei que a gente consegue sair dessa com a ajuda de quem puder.
Muito obrigado.
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2020.09.07 07:22 AffectionatePicture2 Eu me odeio!

Eu nem sei como começar esse texto. Bom, eu tenho 16 anos, tenho pais separados, duas irmãs e dois irmãos. Minha irmã mais velha tem depressão, minha mãe e uma mulher amargurada por causa do seu passado e meu pai e um homem que passou por dois casamentos onde ele traio minha mãe e minha madrastas. Chamo minha madrasta de tia porque eu tenho um amor enorme por ela e ela é mãe dos meu dois irmãos mais novos! Bem o foco não é esse, mas eu tenho que contextualizar! Eu sou gay não assumido para o mundo mas meu amigos, primos e minhas mães sabem! Claro né, toda mãe sabe. Eu me assumi para minha mãe no final de 2019. Ela me aceitou como eu sou. Não contei para o meu pai, mesmo já sabendo que ele sabe, mas não quer enxergar! Bem voltando a minha irmã mais velha. Ela começou a desenvolver os sintomas de depressão em 2018, eu N sei muito bem como ou porque, mas eu sei que ela e a melhor amiga dela brigaram e não se falam até hj! E cada mês que ia passando ela ia ficando mais depressiva (na época morávamos com nosso pai.) eu que na época entendia pouco do q estava acontecendo, senti medo, raiva e insegurança. Uma dia ficamos sozinhos em casa, eu estava jogando no quarto e ela estava no outro quarto, eu escuto ela chorar e vou ver, quando eu olho para ela eu vejo seus pulsos cortados e isso me deixou louco, fique com muito medo! Ligue para meu pai. Enfim ao decorrer dos anos ela vinha piorando e não era só isso tinha meu pai problemático e minha mãe sofrendo por minha irmã. Não sou de demonstrar meu sentimento e emoções, mas um dia eu não aguentei. Vi minha irmã todo cortado dos pés aos braços! Nesse dia meu mandei mensagem para meu pai q avia saído, falei que ela estava muito mal e que eu estava com muito medo de morrer! Mas ele falou que eu estava com cena. Fiquei com raiva e medo, então decidi mandar mensagem para todos os contatos pedindo ajuda, como medo da minha irmã morrer. Até que todos mandavam mensagens eu N sabia o que fazer. Foi muito traumatizante aquela noite! Depois disso eu não conseguia ser eu mesmo tinha medo de tudo, medo de perder minha irmã medo da minha mãe adoecer com a situação e medo do meu pai da uma de doido de novo! Eu sou muito amargurado com meu pai por tudo o que ele fez cominha mãe e minha madrastas, mas eu tento relevar hj em dia. Desculpa o assusto te saído do rumo, eu só quero q me entendam. Hj em dia eu tenho muita coisa na minha cabeça. E todo o que eu faço eu acho q não é o suficiente e nem o melhor. Eu choro no meu quarto de noite sem fazer barulho. Eu falo para mim mesmo que os meus problemas são inferiores aos dos outros! Eu me culpo por ser gay meo sabendo q eu N estou fazendo nada de errado, eu sinto que eu sou forçado com as pessoas que conheço, eu sinto que eu faço cena! Eu já escrevi várias cartas de desculpas para as pessoas que eu acho q machuquei mesmo que eu nem tenha machucado essa pessoa,. Eu pesso desculpa por tudo! Eu tenho medo de não saber ser eu mesmo. Eu sinto que eu criei um personagem que muda seu jeito para se encaixar eu me sinto artificial! Eu nunca pensei em morrer e nem quero! Eu só quero me encontrar ser eu mesmo sem ter medo de tudo! Sem medo da perda. Eu só quero entender porque eu só coloco a culpa em mim! Eu não consigo falar com alguém pessoalmente em tão decide escrever aqui. Desculpa a inconveniência🖤😔
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2020.09.06 03:09 CEOofkaren Não aguento mais viver

Desde os meus 10 anos eu tenho sofrido com vários traumas na minha vida, isso fez com que eu crescesse com alguns problemas como ansiedade social, dificuldade pra focar nas coisas, dificuldade pra confiar nas pessoas e o medo de errar, além do fato que eu também sou muito sensível.
Mês passado fiz 16 anos e percebi que a minha vida é uma merda, por conta do meu passado não consigo confiar nas pessoas, tenho muita dificuldade em fazer amizades, acho que sou facilmente substituível e percebi o quanto minha mãe foi tóxica e manipuladora por todos esses anos.
A única coisa que sinto nesses últimos dias é uma vontade imensa de tirar minha própria vida pra poder tirar todo esse peso que me persegue a anos, não sinto que alguém iria sentir falta de mim, até tenho uma amizade de mais de 6 anos e eu era o único amigo dele até a gente começar a estudar na mesma escola e ele encontrar pessoas novas e muito melhores que eu.
Não posso falar isso pra minha mãe ou ela vai contar pra outras 30 pessoas que n conheço e isso só vai fazer eu piorar (coisa que ela já fez antes, por isso não confio nela) e tô falando isso aqui pois não tenho ninguém pra desabafar.
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2020.08.24 15:28 No-Assistance9028 Sou um ser humano "quebrado" e preciso de ajuda.

Tenho 38 anos. Sou casado, ainda sem filhos. Moro na região metropolitana de Porto Alegre / RS. Eu não sei o que aconteceu comigo... eu estou quebrado psicologicamente. Não consigo funcionar como ser humano.
Desde março eu e minha esposa entramos em quarentena. Eu era vendedor há anos de uma indústria fabricante de máquinas industriais. Minha esposa estava desempregada desde outubro de 19, recebeu o seguro desemprego até janeiro. Eu estava fazendo uma jornada dupla (até 18hs na empresa, depois Uber até 22hs) para segurar as pontas, enquanto o plano era minha esposa se encarnar durante este ano para estudar para diversos concursos públicos de prefeituras que tinham aberto aqui no RS. O problema é que mesmo sendo novo, eu sou de um grupo de alto risco, porque já tive um infarto (e fiz cirurgia de 2 pontes mamárias) em 2015, tomo remédios para pressão, beta bloqueadores, tive arritmia na volta da cirurgia (quase precisei de um marcapasso) e o cirurgião descobriu um enfisema pulmonar na mesa, o que depois foi comprovado por exames e por um pneumologista. Além disso tenho predisposição a diabetes na família, e estou com sobrepeso. Resumo: se eu pegar essa doença minha chance de ir parar na UTI e talvez não voltar é grande.
Quando tudo ameaçou "parar" em março, o dono da empresa para quem eu trabalhava usou isso como desculpa para me dispensar (eu trabalhava como MEI, então não foi muito difícil) dizendo que não teria como seguir pagando meu salário e que se eu quisesse poderia continuar trabalhando de casa somente ganhando comissões. O Uber, tive que parar. Minha esposa fica muito preocupada quando eu sinalizo a possibilidade de ter que pegar o carro e voltar a fazer Uber pra conseguir dinheiro. Graças a Deus nossa situação financeira estava bastante enxuta quando tudo aconteceu, e conseguimos enxugar bastante custos, parcela do apto ficou suspensa pela CEF, conseguimos pegar os auxilios emergenciais ate entao, e tinha uma reservinha de dinheiro que, somando tudo, tem nos mantido ate agora, e devo ter $$ até outubro pelas minhas contas.
Eu sigo a doutrina espírita kardecista, então pra mim a morte não é o fim, então eu não julgo que eu tenha um medo paralisante de morrer ou qualquer coisa do tipo (pelo menos no meu estado consciente). Li algumas passagens filosóficas para o momento pelo qual o planeta está passando (sei que pode ser polêmico e subjetivo então não vou aprofundar) mas sinceramente só o que eu vejo é piorar.... estou literalmente com NOJO das pessoas. Não estou conseguindo mais me conectar profundamente com ninguém.
Meu pai teve Covid logo no começo, na virada de março para Abril. Foi um dos primeiros e mais graves casos de Porto Alegre que não veio a óbito. Ficou internado 6 semanas, sendo 4 na UTI entubado, com febre, fazendo diálise, tomando anticoagulantes, etc... entre a vida e a morte. Depois de extubado ficou mais 1 semana em delirium... achamos que ia voltar pra casa quase um vegetalzão, quando do nada e melhorou significativamente. Na epoca minha mãe teve sintomas leves (perda de olfato e paladar) mas sequer foi testada, mandaram apenas ficar 14 dias em casa. Enfim, minha família flertou seriamente com a perda, portanto eu esperava especialmente da minha mãe muito mais seriedade com relação a respeitar todas as medidas recomendadas.... e está longe de ser o que vejo: estão toda hora indo na casa de um, de outro, inventando desculpa pra levar minha vó (80 anos) pra passear, usando mascara errado e enfiando a mão toda hora, quando lembra... etc. A familia do meu irmao não pararam de trabalhar 1 dia, se encheram de ivermectina e cloroquina e tá tudo bem... esse é o contexto.
A situação é que eu sou vendedor. E preciso me conectar com as pessoas para conseguir desempenhar minha função. Um dos pontos principais sobre vendas é que vc tem que realmente se interessar pela pessoa, pela situação dela, pelo problema que ela tem (e muitas vezes nem se deu conta) para que dai sim vc possa usar isso como um trampolim para a solução. A grande questão é que como mencionei anteriormente eu simplesmente não estou conseguindo mais me conectar com as pessoas porque eu estou com nojo. Em todos os lugares eu vejo as pessoas cagando pros outros e atendendo apenas ao seu próprio interesse do momento, "morra quem morrer". Meu ex-chefe (que pegou dinheiro facilitado do governo) e que me desligou, e desligou colegas, e apertou outros pra achatar salários, tá por aí passeando, indo viajar, frequentando restaurantes, bares hoteis, na maioria das vezes sem mascara, sem respeito, sem vergonha na cara fingindo que é rico enquanto fudeu a vida de algumas pessoas. Minha mãe / pai e a familia do meu irmao foram ha 2 semanas passar o final de semana em Gramado, como se nada tivesse acontecendo (disseram que ja tinha sido comprado / reservado desde ano passado e que perderiam se nao fossem - desculpinha)... então enfim mesmo exemplos próximos que eu vejo de pessoas que deveriam estar levando a serio nao estao.
Como eu disse, eu não tenho um medo absoluto da morte, então não entendo de onde está vindo toda essa decepção, esse nojo, essa repulsa das pessoas que está me estragando e me impedindo de viver. Não entendo. E não estou conseguindo sair da situação. Já tive várias fases, a fase do Netflix, a fase de ficar assistindo videos no youtube sobre a cobertura do Corona, a fase de debater nas redes sociais, a fase de ficar vegetando na timeline do facebook, a fase de ler TUDO que se postava aqui no Reddit quando conheci, e agora ultimamente eu baixei na internet uma cópia da GTA San Andreas e estou jogando compulsivamente....
Eu toda segunda feira penso comigo mesmo que PRECISO me mexer, que preciso me organizar, fazer ligações, falar com meus clientes, pelo menos TENTAR seguir com a vida, sinto vergonha de me olhar no espelho e saber que sou um homem de 38 anos com uma casa pra sustentar e que não consegue fazer nada. Mas faço 1 ou 2 tarefas e em seguida alguma notificação chama minha atenção, ou meu pensamento voa e quando vejo já se passou 1 dia e eu não fiz nada... (só que já faz meses que estou assim).
Tentei me matricular em um curso de vendas muito desejado (fazia anos que eu queria fazer e por outros motivos deixava pra depois) e que, talvez pela minha alta expectativa, acabou por ser um pouco decepcionante e não me tirou da inércia. Também deveria estar dando seguimento no curso de marketing digital que estou matriculado desde o ano passado na Alura e não estou conseguindo desempenhar, porque no fim das contas marketing acaba me parecendo mais uma uma "venda em larga escala" e se eu estou com dificuldades de me conectar com 1 pessoa, que dirá com um grupo de pessoas....
Eu já pensei que deveria encontrar uma aptidão / profissão totalmente nova e que me desse um outro rumo na vida... até cheguei a fazer a quarentena dev da alura pra ver se me interessava por programação. Mas está tudo tão difícil de me concentrar e de realmente aprender, e eu penso que teria que começar do zero, talvez ganhando 1000 / 1500 pilas (com todo respeito a quem se mantem com essa quantia, mas é pouco e ninguem deveria ganhar isso) ate me firmar na carreira...
Olha, não eu estou chorando escrevendo isso pq nunca consegui chorar já faz muitos anos, mas voces nao fazem ideia do meu sofrimento, e a vontade de chorar é grande. Parece que eu estou com meu OS corrompido, e eu tento iniciar, e reboot, reboot, reboot....
Se vc teve paciencia de ler ate aqui, obrigado!
Preciso de ajuda psicologica profissional urgente. Mas no momento não tenho dinheiro pra pagar. Se vc souber de algum lugar ou profissional que preste este auxilio, pode ser individual ou em grupo, eu agradeço desde já.
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2020.08.17 23:19 sisters0fmercy Quais são suas experiências mais engraçadas ou horríveis em encontros amorosos?

Olá, pessoal! Hoje, como efeito da quarentena, andei pensando muito sobre experiências anteriores de encontros amorosos meus que foram bem ruins. Por isso decidi perguntar aqui se alguém teria mais histórias engraçadas ou de completo terror pra compartilhar por que já vi isso em subreddits norte-americanos mas queria saber histórias daqui tbm.
Segue a minha: Marquei de encontrar com um menino que eu conversava há um tempo na internet para passarmos a tarde na praia. Era meu aniversário então eu avisei a ele que alguns amigos meus também iriam pra se divertir com a gente. Ele topou então marcamos, tudo ok. Quando chegou o dia, eu e meus amigos nos encontramos e começamos a conversar, beber e ouvir música na praia. Enquanto isso, o menino não aparecia e nem respondia minhas mensagens.
Passadas umas duas horas ele apareceu e disse que tinha dormido sem querer durante a tarde e pediu desculpas. Eu falei que tava tudo bem afinal eu não tinha passado aquele tempo todo sozinho e estava era me divertindo. No entanto, ele insistiu de ir mesmo eu perguntando pra ele se tava tudo bem pegar ônibus quase anoitecendo e tal, não era o melhor horário. Ele insistiu e eu disse ''ok, nós estamos indo pro bar X agora então desce lá pq é mais próximo da sua parada de ônibus''.
O problema era que meus amigos e eu já estávamos bem bêbados pq isso já fazia umas 4 horas que a gente bebia. Acabou que no meio do caminho nós decidimos ir pra outro bar e o menino desceu do ônibus do OUTRO lado da praia. Ele então teve que vir a pé até onde estávamos. Quando ele avisou que tinha chegado eu fui buscá-lo na frente do bar já bem bêbado e quando fui voltar pra mesa eu acabei me perdendo pois não sabia mais onde era a minha mesa kkkk. Fiquei uns 10 minutos rodando com ele até que quando encontrei a mesa que eu tinha deixado todo mundo conversando normalmente a situação tava diferente.
Todo mundo na mesa tava cantando super alto uma música de pagode junto com uma BANDA. Sério, nesse meio tempo surgiu uma banda de pagode tocando junto com a minha mesa. Eu ri de nervoso pq o menino já tava com a cara toda amarrada mas insisti em tentar fazê-lo se divertir mesmo com os contra-tempos. Ofereci uma bebida e por mais que eu e o resto das pessoas tentassem interagir, ele continuou monossilábico e de cara amarrada com a situação.
Não deu 20 minutos no bar e nós decidimos ir pra outro canto. Todo mundo queria ir pra outro bar próximo dali mas só o bendito menino queria ir pra OUTRO canto. Acabou que eu disse que eu ia seguir com o pessoal e ele fez uma careta de que iria encontrar com outros amigos no lugar que ele queria ir. Fomos pro nosso lado e ele foi pro dele sozinho. Nunca mais nos falamos.
Sei que não foi um horror mas foi um dos maiores perrengues que já passei. Vocês tinham que ver a cara EMBURRADA dele mesmo que eu tenha insistido muuuuito pra remarcarmos pra outro dia. Hoje em dia eu dou risada. E vocês, já passaram por algo assim?
TLDR: Marquei um encontro com um menino que demorou a aparecer. Quando ele chegou todo mundo estava muito bêbado e ele de cara amarrada.
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2020.08.13 13:06 R_DiasOficial Um Resumo Histórico dos Candidatos Presidenciais Democratas

"O partido dos pobres e oprimidos escolhe pessoas ricas e opressoras para a presidência."

Kamala Devi Harris. 55 anos. É polícia desde 1990 e está em posição de poder político desde 2003.

Eleger uma pessoa que pertence às forças polícias na altura em que as tensões raciais estão no seu pico não foi a melhor decisão do partido democrata. Ao contrário do consenso geral, ao longo dos anos a Kamala Harris veio a revelar ser o estereótipo perfeito de um polícia que abusa do seu poder, o que agrava um pouco a situação. É a mulher que mantinha os prisioneiros por um tempo superior ao das suas sentenças para obter mão-de-obra barata, e que prendia os pais das crianças que faltam as aulas, e ainda se ria na cara deles.
É uma pessoa que sempre defendeu ideias políticas controversas como o aborto até o parto, a pena de morte, baixar a idade de voto para 16 anos, ou a Affirmitive Action (uma política de discriminação racial que permite que pessoas Afro-Americanas possam entrar na universidade com notas inferiores à de pessoas brancas, enquanto que os Asiáticos precisam de ter notas superiores à de pessoas brancas. Ao contrário do que parece à primeira vista, esta medida veio contribuir negativamente na comunidade Afro-Americana).
É, também, uma mulher meia Indiana e meia Jamaicana, porém quando é convincente passa por Afro-Americana. Isto torna-se ainda mais controverso uma vez que certamente que beneficiou da escravatura praticada pelos seus antepassados, como o pai dela tanto se gosta de gabar. (É engraçado o facto de o Snopes classificar isto como "unverified". Bastava irem perguntar ao pai dela que ele não teria problema nenhum em confirmar, mas isso iria contra a narrativa... )
Também foi apanhada várias vezes a fingir ser alguém que não é, de modo a apelar aos votos de uma certa demografia. Por exemplo quando disse que fumava erva a ouvir o Snopp Dogg e o 2Pac enquanto andava na faculdade, porém nessa altura eles não existiam. Ou quando disse que o 2Pac era o seu rapper favorito vivo.

Joseph Robinette Biden. 77 anos. Está numa posição de poder político desde 1969 (ou desde 1840, segundo ele) e possui o apoio eleitoral da China, do Irão, do Bin Laden e de supremacistas brancos.

Tal como a Kamala, o seu passado também não é muito animador.
É mais conhecido pela sua War on Drugs que contribuiu para o encarceramento em massa de Afro-Americanos por cometerem pequenas infrações relacionadas com drogas. Ou então por ter fundado uma caridade de investigação para o cancro que, apesar de ter angariado milhões de dólares, não gastou nem um cêntimo em investigação.
Também é muito famoso por, de vez em quando, dizer frases do tipo:
É ainda o homem que, por mais irónico que seja, declarou Donald Trump como o primeiro presidente racista. Olhando para o passado do Biden, não será errado concluir que ele deve considerar os presidentes que possuíam escravos como "não racistas".
O seu historial cognitivo também não é dos melhores. Diz estar com pessoas que nunca esteve, em locais que não existem, a fazer coisas que não fez.
Tem acesso às perguntas antes das entrevistas e inclusive lê as respostas a partir de um teleponto. (Exemplo 1); (Exemplo 2); (Exemplo 3); (Exemplo 4); (Exemplo 5); (Exemplo 6)
Mas quando não tem diz que escolhem a verdade em vez dos factos, seja lá o que isso quer dizer. Confunde a mulher com a irmã. Cria frases sem qualquer sentido. Afirma que sempre foi contra a NAFTA, mas há provas de que votou a favor.. Mete o despacito a tocar no seu iPhone e põem-se a dancar num evento de hispânicos para combater o facto de eles apoiarem, maioritariamente, o Donald Trump. Num momento diz que está constantemente a realizar testes cognitivos, no outro diz que nunca fez um teste desse tipo e pergunta ao entrevistador Afro-Americano se ele é algum drogado viciado em cocaína.
Tem um problema com números: Diz que já morreram 120 milhões de pessoas nos EUA por COVID e recentemente corrigiu para 200 milhões, dos quais 6000 eram militares (quando o número verdadeiro é 7) e que metade da população norte americana foi morta por armas.
E depois também há o problema que ele tem de cheirar o cabelo, tocar de forma inapropriada e beijar mulheres na boca sem o seu consentimento. Uma dessas mulheres é a sua neta adolescente e as restantes são outras crianças que ele não conhece de lado nenhum.
Possui um caso de violação pendente, e inclusive a candidata a vice presidente, Kamala Harris, afirmou que acredita nas vítimas do Biden.
Por fim, ambos os candidatos democratas apoiam e apelidaram as manifestações que levaram a mais de 20 mortes, 900 ferimentos e mil milhões de dólares em danos como "protestos pacíficos" e andam a pagar para libertar esses criminosos (inclusive libertaram um pedófilo que penetrou uma criança).

Este post é apenas um pequeno excerto do passado destas pessoas. Com um pouco mais de investigação, é possível encontrar inúmeros outros fatores.

Obs: Decidi falar sobre a Kamala Harris em primeiro lugar uma vez que se o Donald Trump perder as eleições de 2020, quem irá ser o Presidente vai ser ela, e não o Joe Biden. Ele é o cadáver andante que o partido democrata está desejoso de se ver livre, assim que já não precisarem de o usar.
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2020.08.04 06:35 SopaDeMolhoShoyu Deu merda no meu mestrado.

Sabem, eu debati muito se deveria postar isso aqui, pois fiquei muito feliz há alguns meses, quando postei sobre ter passado na qualificação. Deu merda por vários motivos...pandemia, erros meus, preciosismo da minha orientadora...fiquei muito puto com toda a situação. Então, durante a quarentena, eu trabalhei duro para ter o meu jogo terminado e aplicado. Cheguei a fazer uma reunião com minha orientadora ainda no início de abril, e eu mencionei que tinha uma preocupação com a inserção da pesquisa no comitê de ética, dada a pandemia do coronavírus. Então, ela disse para me preocupar com o desenvolvimento do jogo, e que depois veríamos isso. Eu afirmei que terminaria o jogo em cerca de três semanas, conforme havia colocado no cronograma, e eu consegui fazer no tempo estipulado na reunião.
Após o término das três semanas, fiz outra reunião, onde expliquei o que havia feito. Porém, ela nem olhou o jogo e, só com a minha explicação, mandou eu mudar tudo. Ela queria que eu desenvolvesse 18 puzzles diferentes, pois, de acordo com ela, não estava divertido o suficiente com um só enigma. Falei para ela que isso era inviável, e consegui reduzir para seis puzzles. Naquele momento, ela entrou em férias de três semanas. Ela queria que eu pesquisasse os seis puzzles em um fim de semana, mas tive tanta dificuldade para encontrar algumas coisas que se encaixavam na pesquisa que demorei mais de duas semanas até fechar os puzzles. De qualquer forma, terminei o que ela pediu mais ou menos no dia em que ela voltou de férias, inclusive tendo alterado o texto da minha dissertação. Mas o cronograma foi para o espaço, obviamente, mesmo que tivesse tempo hábil para terminar tudo no prazo.
Então, eu marquei uma reunião com ela, porém ela disse que não teria tempo de ver o jogo, por conta do processo seletivo, o que eu respeitei. De qualquer forma, ainda acreditava que daria tempo de entregar sem extensão de prazo. Aí, quando faltava cerca de um mês para o deadline, participei de uma banca de defesa online de uma amiga. Nisso, a minha orientadora me viu entrando no chat do Skype, e comentou com uma das examinadoras da banca que eu estava na reta final, e inclusive mencionei o dia do prazo estipulado para a entrega, e ela concordou.
Consegui fazer uma reunião com ela alguns dias depois dessa banca, e faltando menos de um mês para a entrega final. Nisso, ela testou o jogo durante a reunião, de uma forma bem half-assed. Ela pediu um monte de coisas para serem feitas. Quando ela encontrou um bug no jogo, pediu um "botão secreto" para passar as fases. Entrei em contato com ela mais tarde naquela semana, pois estava com dificuldades para implementar a funcionalidade correspondente a esse botão, mas ela foi irredutível, pois necessitava desse botão para testar. Um preciosismo desnecessário, que só iria me consumir tempo, mas que ela insistiu em ter no jogo. De qualquer forma, demorei vários dias para fazer o botão, mas entreguei o que foi exigido. Esperava ser a entrega final, pois não dava mais tempo de mudar coisas. Após isso ser feito, comecei a correr com o processo no comitê de ética, pois estava preocupado.
Aí, alguns dias depois, ela testou, e encontrou um pequeno bug. Testei diversas vezes, em mais de um computador, mas não encontrei o bug, e pedi um vídeo para ela reproduzir esse erro, para que eu corrigisse rapidamente. Então, ela teve um problema de saúde (não era Covid, mas era algo que a impedia de trabalhar, por isso compreendi a situação), e não pôde testar o meu jogo. Estava parado, e o deadline obviamente foi para o caralho. Escrevi documentos para permitir o teste, além de ter terminado de editar o processo no comitê de ética (foi muito complicado, a burocracia dessas coisas é algo terrível, além de ser difícil de compreender algumas informações na plataforma deles). Aí, no final, faltando alguns dias para acabar o prazo, recebi em casa um boleto da faculdade, mencionando a matrícula, e paguei, achando que estaria tudo certo. Ainda naquela semana, eu fiz uma reunião com minha orientadora, e mencionei isso. Pela nossa conversa, entendi que estava tudo certo para a extensão do prazo, e conversamos sobre os documentos que precisava para aplicar o jogo em pessoas. Inclusive, ela disse que a extensão de prazo era um direito meu como aluno do curso.
Mais tarde naquele dia, ela me mandou uma mensagem no Whatsapp, dizendo que conversou com o coordenador do curso, e disse que eu comuniquei a ela que tinha pedido uma extensão de prazo para ele, mas ele informou para ela que eu não havia feito isso, e que a data limite para pedir extensão havia se expirado há algumas semanas. Eu expliquei para ela que não fiz isso, mas sim perguntei como fazer, e que entendi que não precisava fazer nada. Ela disse que teria que falar com o coordenador, e eu fiz isso.
No dia seguinte, ela me mandou uma mensagem dizendo que estava preocupada, dado que ela falou na qualificação que eu teria que pedir extensão de prazo (a qualificação ocorreu mais de quatro meses antes do deadline, e inclusive eu nunca vi isso de pedirem extensão de prazo já na qualificação. Aliás, só lembro do pessoal falar para eu correr atrás do comitê de ética, para cumprir o prazo estipulado). Eu honestamente não me lembrava disso, e inclusive trabalhei duro para o prazo ser cumprido. Mas, de qualquer forma, assumo a culpa, dado que estava uma pilha de nervos na qualificação e posso ter deixado essa informação importante passar. Aí, naquele mesmo dia, ela me pediu para mandar um e-mail para o coordenador pedindo extensão de prazo, para ele analisar, o que eu fiz, com ela copiada no e-mail. Alguns minutos depois, ela me diz no Whatsapp que meu e-mail estava mal escrito, e escreveu um rascunho para que eu mudasse algumas coisas, além de me pedir para escrever um documento detalhando o que foi feito nos meses anteriores. Logo depois, chega um e-mail para mim, com o coordenador do curso copiado. Nele, ela afirmou sobre ter combinado comigo na qualificação que eu iria pedir extensão de prazo, e que inclusive eu disse para ela que havia acordado isso com o coordenador. Ou seja, basicamente ela me queimou com o cara, mesmo eu tendo explicado o ocorrido para ela. De qualquer forma, fiz o documento e mandei para ela revisar, para que eu mandasse. Cerca de uma hora depois, ela disse que mandou tudo para o coordenador do curso (e nem me copiou no e-mail), e que não conseguiu me responder antes por causa de problemas na internet. Ela me disse que, antes de trabalhar em qualquer coisa, eu precisaria aguardar o parecer da diretoria sobre a extensão de prazo.
Então, expliquei em um e-mail para o coordenador do curso que tudo que havia ocorrido foi um mal entendido (não me defendi, afinal qualquer coisa que eu falasse, eles não iriam acreditar), e assumi a culpa por tudo. Ele me falou para fazer um requerimento no portal online da faculdade, e eu fiz isso. Até a presente data, não obtive resposta, e estou parado por não poder continuar minha pesquisa até que a faculdade me dê o aval. Nesse meio tempo, minha orientadora entrou de férias novamente, e voltou essa semana. Não sei mais o que fazer, mas estou muito chateado e deprimido com toda essa situação. Vivenciei algo que eu não desejo para ninguém.
EDIT: Desculpem o texto mal escrito, mas a última coisa que eu quero é pensar nisso, que está me tirando noites de sono e inclusive estou tomando remédio para ansiedade por causa dessa merda toda.
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2020.07.29 17:25 mylows Posso exigir o meu dinheiro de volta quando a garantia não tem um aparelho igual?

Boa tarde a todos!
Vim ao Reddit porque já tentei encontrar resposta a isto e não consigo perceber se se aplica ao meu caso....
Resumindo: Eu comprei um iPhone 8 Plus 64GB Silver na Forall Phones (loja física) por 559€ em agosto de 2019. Com o telemóvel comprei ainda um seguro de 50€. Em maio deste ano acionei o seguro e abri um queixa de sinistro. Como as lojas estavam fechadas, em vez de repararem o meu telemóvel deram-me um novo passado 2 dias. A meio de junho (1 mês depois) o telemóvel apresentou problemas no microfone. Acionei a garantia e entregaram o telemóvel passado umas semanas alegando que o problema estava resolvido. Não estava. Voltei a acionar a garantia e lá foi para o arranjo novamente. Hoje, inesperadamente, recebi um email da seguradora a dizer que me iam substituir novamente o aparelho por um novo e que podia ir buscá-lo à loja. Quando cheguei a loja a senhora disse-me que efetivamente iam substituir o aparelho, mas que ainda não tinham concluído o meu processo. Eu fiquei chateada e exigi explicações. A senhora então ligou para um superior e informou-me que devido a falta do modelo 8 Plus em stock eu teria que pagar mais 60€ para ter um "upgrade" para um iPhone X. Eu disse-lhe que não gostava de telemóveis pequenos e ela deu-me a opção de pagar mais 100€ por um iPhone XR ou mais 200€ por um iPhone XS MAX. A questão é que eu não quero pagar mais. Já me chegou ter pago a franquia do seguro. Não posso exigir que me devolvam o dinheiro que paguei? Já estou há um mês nisto e sinto-me cansada de esperar. Só queria o meu temóvel de volta.
Se alguém poder ajudar ficaria agradecida.
TL;DR: O meu telemóvel apresentou problemas (tinha garantia), a loja não consegue reparar e quer que eu pague mais 60€ para ter um "upgrade" para outro telemóvel que eu pessoalmente não gosto. Posso exigir o meu dinheiro de volta?
EDIT: Para esclarecer a situação do seguro. Eu liguei ao seguro e explicaram-me que como tenho a apólice ativa a loja é obrigada a atualizar as informações com a seguradora. Por isso é que recebi o email do seguro. No entanto o problema do meu telemóvel está relacionado com a garantia. Portanto a loja é que está responsável por resolver a situação.
UPDATE 1: Hoje (30/07/2020) às 10h em ponto liguei a loja a perguntar como ficou tratado o meu assunto. A senhora da loja disse-me que o apoio ao cliente estava a tratar do assunto e que devia esperar para receber um email. Não satisfeita, pedi o número para ligar e tratar já do assunto. Liguei ao apoio ao cliente, expliquei toda a situação (até mesmo a questão do valor do telemóvel ser 559€ e não os 409€ que alegaram). Disseram-me que queriam uma solução sem custos e eu disse que não vou aceitar receber um telemóvel que não me agrada. Estou agora a aguardar que me liguem novamente para me apresentarem soluções. Depois atualizo novamente.
UPDATE 2: Fiquei a espera e não me ligaram de volta. Tentei ligar para lá e não me atenderam. Hoje de manhã (31/07/2020) liguei para lá e atenderam. Disseram-me que eu tinha que provar que comprei o telemóvel por 559€. Digitalizei a fatura e os comprovativos do TPA e enviei-lhes. Disseram-me que agora vão tratar da situação por email... mas cá vos digo que se demorarem muito a responder vou ligar novamente. Farta de esperar!!!
UPDATE 3: Ainda na sexta-feira (31/07/2020) eu liguei para lá durante a tarde e informaram-me que tinham conhecimento do meu email e fiz questão de enviar um segundo email a reforçar. Só me responderam hoje (03/08/2020) de manhã alegando que não conseguem abrir os ficheiros que enviei em formato PDF. Respondi com os ficheiros em anexo em formato PDF e JPEG para não haver confusão novamento e pedi que fossem mais rápidos a responder. Esta tarde tentei ligar para o apoio ao cliente, mas os dois números que me forneceram estão indisponíveis ("O número para o qual tentou ligar não tem voice mail ativo, mande SMS ou tente mais tarde" e desliga). Voltei a enviar um email, desta vez a pedir que agilizassem o meu processo, tendo em conta que já estou sem telemóvel há mais de um mês. Até o momento nenhuma resposta... este pesadelo parece que nunca mais acaba...
UPDATE 4: Hoje (04/08/2020) logo às 10h tentei novamente ligar ao apoio ao cliente e continua indisponível. Liguei então a uma das lojas que estava aberta e pedi que me fornecessem um novo número. O senhor que me atendeu explicou que não têm outro número, mas que podia ligar para Lisboa, indicar o número do meu processo e pedir que entrassem em contato comigo. Dei-lhe o número do meu processo e aguardei. Passado alguns minutos responderam o meu email a confirmar que a minha fatura é realmente de 559€ e até mandaram em anexo a fatura que tinham em sistema. No email também perguntaram para qual telemóvel eu gostaria de fazer um upgrade a partir desse valor. Eu prontamente respondi que quero um reembolso. Responderam logo, disseram que lamentavam a minha decisão e pediram o meu IBAN. FINALMENTE! Quase uma semana depois disto ter começado. Já enviei os meus dados e agora basta aguardar que façam a transferência.
UPDATE 5: Hoje (07/08/2020) FINALMENTE consegui o meu dinheiro de volta! 559€ vou usá-los para comprar um iPhone 11 na Vodafone com o pontos que acumulei hehe
NUNCA MAIS ADQUIRO NADA NA FORALL PHONES E ACONSELHO A TODOS QUE EVITEM AO MÁXIMO.
Agradeço todos os comentários. Ajudaram-me imenso na hora de argumentar! That's all folks :)
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.21 21:22 SucataCoin Sucata Coin - Mercado

Sucata Coin - Mercado


Mercado

O mercado de SBR é uma loja descentralizada aberta para todos os bens digitais. Você pode vender ou adquirir software, música, vídeo ou qualquer outro tipo de bem digital aqui. De certa forma, é como comprar um produto eletrônico da Amazon ou eBay, você navega nos produtos disponíveis, faz um pedido e o vendedor envia informações sobre como fazer o download do bem (geralmente um link) dentro do sistema SBR. Acessando o SBR Marketplace Para usar o Marketplace, você deve estar executando o cliente SBR versão 1.11.15 ou posterior. Se você não souber instalar o cliente SBR, consulte a página de introdução ou a página de problemas e resoluções comuns, caso esteja com problemas. Guias rápidos Compra no mercado Ok, então você não quer ler o manual inteiro apenas para comprar algo no mercado digital. Aqui está uma breve descrição com as informações mais essenciais sobre como fazê-lo: Clique no menu "Mercado" e, em seguida, em "Produtos mais novos", agora você verá uma lista de produtos que estão à venda. Quando encontrar o produto que deseja comprar, clique no nome e, no pop-up, insira a quantidade, o prazo de entrega (quanto tempo você deseja esperar que o vendedor entregue até a transação ser cancelada), observação (opcional) e sua senha. Verifique o preço e pressione o botão de compra. O pedido agora foi feito no menu "produtos adquiridos" e aqui você pode ver o status do pedido. Quando o vendedor entregar a mercadoria, ele será exibido como "Status do pedido: concluído". Clique no nome e, na janela pop-up, digite sua senha e pressione 'decifrar' para ver a mensagem do vendedor. A mensagem deve conter informações sobre onde você pode buscar seu bem digital, parabéns! Agora você tem a opção de deixar um feedback para o vendedor (é privado, ou seja, apenas o vendedor poderá vê-lo). Pressione o botão "enviar comentários", insira seus comentários e sua senha e pressione "enviar comentários" e pronto! Venda no mercado Aqui está uma breve descrição com as informações mais essenciais sobre como vender um bem digital: Clique no menu "Mercado" e, em seguida, "Listar produtos à venda". Na janela pop-up, insira um nome, descrição, tags (opcional), preço (por mercadoria), quantidade de mercadorias disponíveis e senha. Em seguida, pressione o botão "colocar à venda". Depois que sua listagem for incluída em um bloco (geralmente acontece após 1 a 2 minutos), ela será exibida no menu "Produtos mais recentes". Agora tudo que você precisa fazer é esperar pelos compradores. Quando alguém fizer um pedido para comprar uma mercadoria, ele será exibido no menu "Meus pedidos pendentes". Vá aqui e pressione o botão "entregar mercadorias". Na janela pop-up, digite sua senha para descriptografar a mensagem do comprador. Em seguida, insira detalhes de como o comprador pode fazer o download do seu bem digital no campo de dados, insira desconto (opcional) e sua senha. Por fim, pressione o botão "entregar compra" para finalizar a compra. Agora você pode ver o pedido concluído no menu "Meus pedidos concluídos". Aqui você pode ver se o comprador enviou comentários e você também pode reembolsar a compra. A interface Com o servidor em execução, acesse a interface SBR do seu cliente visitando http: // localhost: 36876 / (ou https: // localhost: 36876 / se você ativou o SSL). Na barra lateral, clique no menu Marketplace, para acessar as seguintes opções: Produtos mais recentes: Aqui você pode navegar, pesquisar e comprar produtos no mercado. Se você deseja comprar um bem digital, este é o lugar certo! Produtos comprados: Esta página listará todos os seus produtos comprados anteriormente. Meus produtos à venda: lista os itens que você está vendendo no mercado e permite atualizar algumas propriedades de suas vendas. Meus pedidos pendentes: aqui você verá pedidos pendentes de usuários que desejam comprar seus produtos digitais. Meus pedidos concluídos: mostra todos os pedidos que foram entregues e se você recebeu feedback do seu cliente. Listar produtos à venda: Uma janela será exibida, permitindo que você liste um novo bem digital no mercado. Menu Produtos mais recentes Todos os produtos digitais são listados em ordem de data, mostrando primeiro a entrada mais nova. Cada entrada possui um Nome, Preço, Descrição, além de uma conta do Vendedor e um ID do produto. Opcionalmente, uma entrada também pode ter uma tag, que é palavra-chave para ajudar a descrever que tipo de produto está sendo listado. Ao clicar no nome, você poderá comprar o item no mercado Quantidade: o número de itens que você deseja comprar, campo obrigatório. Ao atualizar a quantidade, o preço será atualizado automaticamente para refletir o custo total. Prazo de entrega: quanto tempo (horas) você está disposto a esperar antes que a compra seja excluída automaticamente, a menos que o vendedor tenha entregue o campo obrigatório bom. Nota: Um campo de texto livre, que somente o vendedor poderá ler, pois será criptografado, campo opcional. Frase secreta: digite sua frase secreta, campo obrigatório. Quando você concluir sua compra, o dinheiro que você pagou será mantido em custódia pelo nxt blockchain até que o vendedor entregue a mercadoria e o vendedor obtenha o dinheiro ou o prazo de entrega tenha passado, o que reembolsará o dinheiro para vocês. Menu Produtos comprados Esta seção mostra todas as suas compras anteriores, incluindo aquelas que concluíram, aqueles que estão em andamento. Data do pedido: data em que você enviou a compra. Status do pedido: Tentativa, a transação não foi confirmada (ainda não incluída em um bloco). Pendente, ele está incluído em um bloco, mas o vendedor ainda não o entregou. Completo, o vendedor entregou o bem. Prazo de entrega: se o vendedor não tiver entregue a mercadoria até essa data, a compra será cancelada (mostrada apenas quando o status do pedido não estiver completo). Preço: o preço que você pagou pelos produtos. Quantidade: o número de itens que você comprou. Feedback: indica se você enviou um feedback ou não (mostrado apenas quando o status do pedido está completo e você enviou um feedback). Meus produtos à venda menu Os itens que você está vendendo atualmente serão mostrados nesta página. Aqui você também pode alterar o preço ou a quantidade de qualquer produto ou excluí-lo totalmente do mercado. DGS meus produtos para sale.png Para alterar o preço de um produto, clique no botão "Alterar preço" e você verá uma janela pop-up onde especificará o novo preço (obrigatório) e a senha (obrigatório). Depois de clicar no botão "alterar preço", ele será enviado. Alterar quantidade funciona da mesma maneira que alterar preço, especifique nova quantidade (obrigatório) e senha (obrigatório) e pressione 'alterar quantidade' e sua atualização será enviada. A exclusão é ainda mais simples, pois requer apenas a sua senha (obrigatória). Depois de clicar em "excluir meu item", ele será removido da opção de menu "produtos mais recentes". Menu Meus pedidos pendentes Depois que um usuário comprar uma de suas mercadorias e o pedido estiver pendente, você verá esse pedido de compra neste item de menu. Cada pedido pendente inclui informações sobre o produto que você está vendendo: DGS my orders.png pendente Data do pedido: a data e a hora em que o comprador fez o pedido. Prazo de entrega: a data e a hora em que o pedido será cancelado automaticamente e não entregue. Preço: o preço do bem, multiplique pela quantidade, se você quiser a soma total. Quantidade: a quantidade de produtos que foram pedidos. Comprador: o endereço do comprador, clique aqui para ver detalhes das transações, ativos, etc. do usuário ID do produto: o produto que você está vendendo. Ao clicar em "Entregar mercadorias", uma janela pop-up será exibida, onde você deve inserir detalhes sobre como seu cliente pode buscar ou fazer o download do bem digital que você está vendendo. Dados: texto livre que será enviado ao comprador (obrigatório) Desconto: aqui pode dar ao comprador um desconto (opcional) Senha: sua senha (obrigatória) para criar a entrega. Menu Meus pedidos concluídos Como vendedor, é aqui que você encontrará todos os pedidos concluídos anteriormente. DGS meus orders.png concluídos Data do pedido: a data e a hora em que o comprador fez o pedido. Status do pedido: sempre estará "concluído" nesta página. Preço: o preço do bem, multiplique pela quantidade, se você quiser a soma total. Quantidade: a quantidade de produtos que foram pedidos. Feedback: indica se você recebeu feedback do comprador (mostrado apenas quando você recebeu feedback). Vendedor: sempre será "Você" e um link para sua conta SBR. ID do produto: o produto que você vendeu. E se você clicar em um pedido, verá uma janela pop-up onde poderá ver a mensagem 'Entregar mercadorias' que você enviou anteriormente, bem como comentários do cliente, se o cliente tiver enviado alguma. Listar produto à venda menu Se você deseja vender um produto no mercado, este é o primeiro item de menu que você deve visitar. Ao clicar aqui, será apresentada uma janela pop-up, onde você poderá especificar detalhes sobre o produto que está vendendo. Quando terminar, ele será mostrado na parte superior dos "Produtos mais recentes". Nome: o nome do produto (obrigatório). Descrição: aqui você pode inserir mais detalhes sobre o produto (obrigatório), talvez adicione um link para um site em que você apresenta o produto em detalhes. Tags: insira até 3 tags separadas por vírgula (opcional). Uma tag é uma palavra-chave que ajuda a descrever que tipo de produto está sendo listado. Preço: o preço em SBR pelo qual você deseja vender cada mercadoria (obrigatório). Quantidade: o número de mercadorias que você tem em estoque. Isso diminuirá sempre que um comprador comprar de você. Senha: sua senha (obrigatória) para listar o produto.


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